Celulares vão investir R$ 10 bi este ano para ampliar cobertura


A informação foi passada pelo diretor-executivo do SindiTelebrasil (Sindicato das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal), Eduardo Levy, durante audiência pública, realizada nesta quarta-feira (17), na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, que debateu a qualidade do serviço celular no país. Levy adiantou que as operadoras ampliarão a cobertura 3G dos atuais 1.594 municípios para 2.832 até o final do ano. Mas reconheceu que é pouco. “As metas impostas pela Anatel estão aquém do que exige a sociedade”, disse.
 
O gerente-geral de Comunicações Pessoais Terrestres da Anatel, Bruno Ramos, admitiu que os serviços deixam a desejar, especialmente em relação à falta de informações suficientes sobre os planos contratados pelo consumidor. Ele disse que essa questão será um dos pontos da revisão do regulamento da telefonia móvel, que deve ser colocado em consulta pública ainda este ano.

Ramos acrescentou que a Anatel tem aplicado multas às operadoras em razão da má qualidade do serviço, mas essas sanções têm se mostrado ineficazes para a melhoria do atendimento ao usuário. Ele disse que a agência tem adotado outras ações regulatórias para amenizar os problemas. Uma delas é o regulamento de qualidade, que definirá o mínimo de velocidade entregue no serviço de banda larga móvel. “Esse regulamento será aprovado até 31 de outubro, como determinou a presidente da República, Dilma Rousseff”, disse.

PUBLICIDADE

Outras ações em curso citadas por Ramos são a entrada de novo competidor nacional em 2012, a Nextel, empresa que venceu a licitação da banda H no ano passado; a proposta do PGMC (Plano Geral de Metas de Competição), já em consulta pública na agência; e a possibilidade de realização de leilão de duas frequências, a de 2,5 GHz e a de 3,5 GHz. Ele informou que a proposta do edital da licitação de 2,5 GHz deve entrar em consulta pública em setembro.

A advogada do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Veridiana Alimonti, disse que a telefonia móvel é campeã das reclamações nos Procons, em função, principalmente, da falta de informações sobre as ofertas. Além disso, reclama da distribuição desigual das redes.Ele acredita que a competição não resolve a questão da qualidade da banda larga móvel.

O deputado Hugo Motta (PMDB-PB), autor do requerimento que resultou na audiência pública, propôs a criação de um grupo de trabalho na CCT para acompanhar a evolução das melhorias do serviço. Já o deputado Newton Lima (PT-SP), defendeu maior investimento das operadoras em P&D no país.

PUBLICIDADE
Anterior Receita da Dell fica estável no 2º tri, em US$ 15,66 bi
Próximos Regulamentação do PLC 116 deve sair em novembro, diz Anatel