Cellebrite prevê crescimento no Brasil e na AL de 200%


A Cellebrite, criadora de tecnologias para transferência de conteúdo e diagnóstico de smartphones, espera crescer cerca de 200% neste ano e ao menos 20% em 2016 no Brasil e na América Latina. O resultado se deve um novo contrato firmado por sua unidade forense no primeiro trimestre. Também colhe resultado do início da operação Mobile LifeCycle, unidade de negócio inaugurada em março e que prevê o fornecimento de soluções white label de diagnóstico e de transferência de dados entre dispositivos móveis para operadoras e redes de varejo.

A empresa, parte da japonesa Sun Corporation, pretende dobrar sua força de trabalho, reforçando o atendimento junto às teles. Anunciou hoje, 01, a contratação de Luciano Oliveira para dirigir a divisão na região. O cargo ainda não existia. A divisão foi criada em março. Oliveira é graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas e passou por empresas como BlackBerry, Navita Tecnologia e Valeo Automotive Systems.

Segundo o diretor geral da Cellebrite para a América Latina, Marcelo Comité, o objetivo é expandir. A unidade MobileLifeCycle já negocia com as cinco principais operadoras do Brasil. Uma delas está prestes a lançar a solução. Na América Latina firmou contratos com Telefónica, Claro, Iusacell, Entel. “Apesar do momento econômico, estamos vendo uma série de oportunidades em função do modelo de negócio que estamos apresentando para a AL”, conta Comité.

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Este ano o foco estratégico recai sobre o Brasil. Mas o executivo comemora também os resultados obtidos até o momento na Colômbia, no Chile e no Peru. Tanto que a empresa já cogita abrir escritórios em mais países latino-americanos. E, embora a divisão seja nova, as apostas são altas. Além das operadoras, Comité vê o varejo adotando a tecnologia, vendendo como serviço, usando em ações de buyback ou tendo como apelo para upgrade dos dispositivos móveis para o consumidor.

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