Notícias da categroia

Entrevistas

A opinião de especialistas e profissionais de peso no mercado de telecomunicações, tecnologia e também em regulamentação. Em formato ping-pong

Dimitri Diliani afirma que as dificuldades enfrentadas pela empresa no começo da década ficaram para trás. Beneficiada pela expansão das redes de banda larga chinesa, empresa quer investir mais para ampliar presença na América Latina. O centro dessa expansão será o Brasil.

Este ano, a empresa deve faturar R$ 3 bilhões no Brasil (incluindo a receita de exportação para a região) e R$ 3,6 na América Latina. Um crescimento da ordem de 5%.

A NEC quer voltar a crescer. A meta é dobrar de tamanho em três anos, explica seu novo presidente Daniel Mirabile. Para isto, pretende ampliar a gama de produtos comercializados no segmento de telecom, e aposta nas femtocells e small cells para ampliar sua presença. Pragmática, a empresa voltará a fabricar no Brasil se o volume de vendas justificarem, explica o executivo.

As operadoras de telecomunicações precisam se reiventar, pois a voz acabou e um novo mundo de acesso à internet está sendo construído, defende Carlos López Blanco, diretor geral de Assuntos Públicos e Regulação e membro do Comitê Executivo da Telefónica.

Yulun Kan, vice-presidente de terminais para América Latina, Europa e Oriente Médio, considera mercado brasileiro essencial para crescimento global da companhia chinesa, mas planta da empresa em Hortolândia (SP) permanecerá fechada. Estratégia de reentrada prevê dual SIM e tela grande.

A recente revalidação da Lei de Informática – que concede isenção de IPI para os produtos fabricados no Brasil com o método de fabricação conhecido como Processo Produtivo Básico (PPB) – é elogiada pelo secretário de Informática do MCTI, Virgilio Almeida, pois atinge uma indústria que emprega mais de 130 mil pessoas. Mas ele defende uma maior aproximação desta indústria com as universidades, para que sejam criados produtos brasileiros com inserção global, o que não ocorre hoje.

André Barbosa, superintendente de suporte da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), afirma que conversor que será distribuído para inscritos no Bolsa Família criará a possibilidade de levar a banda larga para pessoas carentes, usando a penetração da TV. Para ele, todos podem ganhar com isso. Basta estabelecer modelos de negócios compatíveis com a renda dessas famílias. ” A gente vai avançando para que esse público enorme, que ainda não tem a possibilidade de receber fibra [óptica], uma internet fixa, usar o canal retorno por 3G ou 4G para ter acesso à web. Ao mesmo tempo, usar novo modelo de negócio – acho que isso é importantíssimo e foi a Oi a primeira a ver isso – como uma nova fonte de renda para as operadoras, assim como para a radiodifusão”, assinala.

Aneel e Anatel têm um papel imprescindível para o desenvolvimento da indústria nacional de Internet das Coisas (IOT). Para a presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Maria Luisa Leal, as redes elétricas inteligentes serão as primeiras a entrar na IOT e o governo está estudando e criando as normas necessárias para o país ingressar neste mundo.

Para Nelson Simões, o Brasil precisa construir uma nova política de Estado para levar fibra para o interior do país e ampliar a velocidade. A RNP se propõe a interligar todas as universidades do interior com 100 Mbps e as urbanas com 1 Gbps. “Mas isso exige a construção de uma política nova e diferenciada, seja ela o PNBL 2.0 ou o nome que venha a ter. O modelo atual se esgotou. Para dar um novo salto precisamos de uma nova política”. defende.

O presidente da Cisco no Brasil, Rodrigo Dienstamman, avalia que a Internet das Coisas é um fênomeno sem volta porque tudo está indo para IP e os sensores e transmissores estão ficando muito baratos. E o Brasil pode se apropriar melhor desta nova onda, visto que ela aumenta a eficiência individual e o país ainda amarga um dos índices mais baixos de competitividade de sua mão de obra.

Proposta de nova associação de empresas com base tecnológica nacional é que hardware com Portaria 950 tenha isenção de 100%. Produtos com PPB, teriam isenção de apenas 70%. Receptividade do governo tem sido boa, diz vice-presidente da P&D Brasil, Antonio Carlos Pôrto

Assim como tudo na saúde, os números do DataSUS também são aos milhões. Hoje, existem nos sistemas da saúde pública mais de 250 milhões de registros. Só que podem ser registros duplicados, registros que não identificam o paciente, ou que indentifica errado. E este é um dos maiores esforços do sistema de saúde do Ministério: limpar a base, conseguir identificar cada um dos cidadãos brasileiros como um usuário do sistema de saúde. Para isto, informa o diretor do DataSUS, Augusto Gadelha, prepara-se para abrir seus sistemas para todos os municípios brasileiros, para que eles alimentem e se alimentem das informações que existem na base nacional. “Isto é o cartão da saúde”, assinala ele, lembrando que a mídia é o que menos importa, mas sim a interligação das informações corretas é que vai dar segurança ao brasileiro.

Nesta entrevista, Sérgio Mattos e Sérgio Zumpano contam um pouco da trajetória da Zumpa Telecom, um dos milhares de provedores regionais que operam em regiões longínquas do país, onde a infraestrutura de telecom é precária (a rede da Eletronorte é o único meio de transmissão, não existe redundância e nem postes para serem compartilhados e a oscilação da rede elétrica é acima da média) e, como resultado dessas carências, a banda larga popular custa R$ 50 (contra R$ 29 no Sudeste do país, por exemplo).

O Serpro está se preparando para um forte aumento de tráfego em sua rede, que atende exclusivamente ao Governo Federal. E este aumento de consumo será provocado porque a empresa pretende expandir o conceito das redes sociais para os aplicativos do dia a dia, informa seu presidente, Marcos Mazoni. Por exemplo, o novo sistema de gestão de recursos humanos da União passará a ser de comunidades. “Os procuradores da União, os médicos, e essas pessoas vão se comunicar entre si”. A sua intenção é já no segundo semestre ter uma rede de 100 Gbps.

Não é pouca coisa. A Ciena cresceu, em receita, 70% no ano de 2013. Tal avanço, explica Fabio Medina, gerente geral e vice-presidente de vendas para CALA da companhia, se deve ao foco e especialização em uma área de atuação, que tem levado a companhia a registrar bons números. Para o futuro, a Ciena diz estar bem posicionada para a demanda das operadoras por redes escaláveis. O executivo afirma que ainda avalia as regras da Anatel de obrigatoriedade de uso de um percentual de tecnologia nacional em projetos desonerados e de nova geração.

A TIM é a operadora brasileira que, no momento, mais veste a camisa das redes heterogêneas. Tanto é que o presidente, Rodrigo Abreu, reiteradamente vem discutindo a necessidade de regulamentação condizente com a potência para as várias camadas da infraestrutura móvel de telecomunicações. Com a expectativa de um grande processo de implementação a ser iniciado ainda no primeiro trimestre, o Tele.Síntese conversou com Marco Di Constanzo, diretor de infraestrutura de rede da TIM, para entender a visão da empresa para redes heterogêneas e para quais finalidades usará small cells.

Veni Shone Huawei 4

Há 10 anos no Brasil, e com mais de três mil funcionários, a maior fabricante chinesa de equipamentos para telecomunicações, comemora pela primeira vez não ter fechado o balanço no vermelho, como ocorrerá este ano. Seu presidente, Veni Shone, afirma que a Huawei pretende aumentar a fabricação local, já responsável  por 30% dos equipamentos comercializados, e transformar o Brasil em um polo exportador para os países vizinhos.

Felix

O presidente da NET, José Antonio Felix, resolve quebrar mitos. Nesta entrevista, garante que a sua empresa entrega a banda larga contratada, e que a oferta de só 10% “é coisa de advogado”. Reclama muito da campanha contínua contra o setor de telecom, e lembra que está investindo mais de R$ 3,5 bilhões este ano.

Apesar das movimentações na matriz, onde a Telecom Italia ainda não conseguiu dar repostas que satisfaçam o mercado para solucionar sua enorme dívida, e das especulações sobre  troca de controle ou venda de ativos, Rodrigo Abreu, que está à frente da TIM Brasil há menos de um ano, e que descarta a venda da operadora brasileira, fala sobre os próximos passos da operadora brasileira.

Investir em conteúdos para novas mídias e novas formas de apresentação é a razão de existir da empresa Horizonte, um braço pouco conhecido da Globosat. É pouco conhecido justamente porque este mercado, no Brasil, é muito pequeno. Para o diretor de novas mídias, Gustavo Ramos, as teles não deveriam competir com os produtores na oferta de video on demand (VOD), porque este é ainda um “dinheiro de pinga”.