Capital pulverizado é “desejo antigo” da Oi


A Oi divulgou comunicado em que diz que o resultado da assembleia geral de acionistas, ocorrida ontem, era um “desejo antigo”. De imediato, o resultado da assembleia, que aprovou novo conselho de administração, estatuto social, incorporação da Telemar Participações e conversão de ações preferenciais em ordinárias é a pulverização do controle da empresa, com mais poder dado aos portugueses da Pharol. Também abre-se espaço para conselheiros independentes.

“O resultado da Assembleia Geral Extraordinária realizada hoje representa a realização de um desejo antigo da companhia de se tornar uma empresa com capital pulverizado e elevados níveis de governança, o que vai contribuir para a Oi potencializar suas capacidades. As aprovações de hoje darão mais agilidade e flexibilidade ao management da companhia para conduzir a empresa num mercado cada vez mais dinâmico e desafiador. A Oi acrescenta que ao elevar seus níveis de governança está entregando também uma das prioridades estratégicas previstas para este ano, conforme havia sido comunicado ao mercado”, diz a empresa, em nota. Ontem o CEO da companhia, Bayard Gontijo, comemorou o resultado e disse que a nova configuração vai tornar o grupo mais dinâmico.

Outra medida que recebeu o aval dos acionistas foi a conversão de papeis preferenciais em ordinários. A troca acontecerá na proporção de 0,9211 ação ordinária para cada preferencial. A troca é voluntária, e acontecerá apenas caso dois terços dos acionistas preferenciais aceitem realizar a troca. Os pedidos devem ser realizados até 1° de outubro. Participaram da assembleia 79,85% do capital social da companhia.

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O novo conselho passa a ser composto, até 31 de dezembro de 2017, por  José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha (presidente),  Sergio Franklin Quintella,  Luiz Antonio do Souto Gonçalves,  Ricardo Malavazi Martins, Thomas Cornelius Azevedo Reichenheim, Rafael Luís Mora Funes, Francisco Ravara Cary, Luís Maria Viana Palha da Silva, André Navarro, Robin Anne Bienenstock, Marten Pieters.

São suplentes Fernando Marques dos Santos, Rubens Mário Alberto Wachholz, Joaquim Dias de Castro, Cristiano Yazbek Pereira,  Sergio Bernstein, João do Passo Vicente Ribeiro, João Manuel Pisco de Castro, Jorge Telmo Maria Freire Cardoso, Nuno Rocha dos Santos de Almeida e Vasconcellos, Marcos Grodetzky, Pedro Zañartu Gubert Morais Leitão. Bienenstock, Pieters, Grodetzky e Morais Leitão ocupam as vagas efetivas e de suplência para conselheiros independentes.

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