Canadá manda operadoras removerem equipamentos Huawei e ZTE


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Crédito: Freepick

O Canadá informou ontem, 19, que decidiu banir as fabricantes chinesas Huawei e ZTE do fornecimento de equipamentos para redes de telecomunicações locais.

Segundo o ministro de Inovação, Ciência e Indústria canadense, François-Philippe Champagne, a medida foi tomada para “garantir a segurança de longo prazo das telecomunicações e infraestrutura” do país.

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Tanto equipamentos de rede, quanto celulares ou serviços das empresas, ficam proibidos de serem comercializados no Canadá.

“A medida foi tomada a partir de uma revisão detalhada de nossas agências independentes de segurança e em consulta com nosso aliados mais próximos”, acrescentou o ministro, em comunicado oficial.

A partir de agora, nenhuma operadora pode comprar equipamentos da Huawei ou ZTE no Canadá. “Companhias que já têm estes equipamentos instalados em suas redes serão notificadas para interromper o uso e removê-los”, avisou.

Ele afirma ainda que será lançada em breve uma agenda para promover a segurança das telecomunicações do Canadá, criada com base em consulta à indústria.

No relatório que explica a decisão, o governo canadense diz que Huawei e ZTE podem obedecer a ordens de governos estrangeiros “em formas que conflitam com as leis do Canadá ou em detrimento dos interesses canadenses”.

É dito ainda que a economia baseada no 5G funcionará “em cascata”, portanto a repercussão de uma falha de segurança tende a se alastrar pela economia.

“Como nossos aliados, o Canadá acredita na necessidade de evoluir com a dinâmica internacional da cadeia de suprimentos devo às crescentes restrições ao acesso a componentes”, traz ainda o documento.

O governo estabeleceu um cronograma para a retirada total da tecnologia chinesa das redes 5G e 4G.

No 5G, tudo deve ser retirado até junho de 2024.

No 4G, nenhum novo equipamento dessas empresas pode ser utilizado a partir de setembro. O que existe deve ser trocado até dezembro de 2027.

Além das redes móveis, as redes de fibra do tipo GPON também terão restrições. Estas serão anunciadas em outro momento.

Durante o período de transição, as operadoras locais deverão passar por um programa rotineiro de revisão de sua segurança de rede.

China rebate

O anúncio do governo canadense gerou reação da China. O país asiático comunicou via imprensa oficial seus descontentamento. Disse que as acusações de risco à segurança nacional são infundadas, carecem de evidência concreta, e emite sinais falsos.

Afirmou que o banimento viola os princípios da economia de mercado e do comércio livre, fere os interesses comuns entre empresas canadenses e chinesas que se relacionam entre si, e abala a confiança em empresas de ambos os países que se beneficiam mutuamente.

Haverá reação, diz, com impactos negativos sobre a economia e as relações sino-canadenses.

“Exigimos que o lado canadense trate a cooperação China-Canadá de forma objetiva, racional, e reverta imediatamente este ato equivocado”, falou um porta-voz do ministério de comércio chinês.

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