Cade libera a venda de empresa de música da Globo para a Sony


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica autorizou a venda integral da Som Livre, empresa de música do Grupo Globo, para a Sony Music Entertainment, do conglomerado japonês Sony.

A venda vai acrescentar cerca de R$ 1,4 bilhão ao caixa da Globo. Em troca, o grupo transfere ativos e direitos relacionados às atividades de música gravada, edição musical e eventos musicais ao vivo.

A decisão parte da Superintendência-Geral do órgão, que não viu concentração relevante de mercado nos segmentos em que as empresas atuam. Por isso, liberou a transação sem restrições.

A Som Livre foi criada em 1969 com o objetivo comercializar as trilhas sonoras das telenovelas e minisséries da Rede Globo. O negócio é composto pelas empresas Sistema Globo de Edições Musicais Ltda. (SIGEM), Comercial Fonográfica RGE Ltda. (RGE) e Zende Serviços de Entretenimento Ltda. (Zende), que atuam, respectivamente nos segmentos de música gravada, edição musical e eventos musicais ao vivo. Além dessas também integra o Negócio-Alvo a Fluve Digital Ltda. (Fluve), a qual presta serviços de distribuição independente.

A análise da SG identificou sobreposição horizontal nas atividades de edição musical, música gravada e eventos musicais ao vivo. Nos mercados de eventos musicais ao vivo e de edição de música nacional, as participações de mercado conjuntas das empresas não superam os 20%, insuficientes, portanto, para ser um risco à competição, no entender dos técnicos do Cade.

Para o mercado nacional de música gravada e o segmento de direitos fonográficos do mercado nacional de edição musical, esses patamares foram superados, mas também não levantaram preocupação. “A Operação elevará a participação de mercado do Grupo Sony em tais mercados. Contudo, a análise da probabilidade de exercício de poder de mercado revelou que as condições de rivalidade e de entrada atuais decorrentes da evolução do mercado mitigariam tal risco concorrencial”, diz a SG.

Os mercados em que atuam Sony e Som Livre são dominados por Universal e Warner, que juntas têm cerca de 50% de participação, enquanto gravadoras independentes, em conjunto, têm de 30% a 40% de market share.

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