BT diz que não consegue cumprir em tempo hábil a ordem do Reino Unido de retirar equipamentos da Huawei da rede


Crédito: Freepik
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A BT (British Telecom) avisou que pode ter dificuldades para cumprir o prazo – até 2023 – para remover equipamentos Huawei de suas redes. A medida foi ordenada pelo Reino Unido em janeiro de 2020, após pressão dos EUA.

Na época, o governo britânico havia decidido reduzir a participação da Huawei para apenas 35% nas redes móveis. A BT, então, disse que o processo de remoção e substituição dos equipamentos da empresa chinesa em suas redes levaria anos e custaria cerca de 500 milhões de libras.

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Mais tarde, naquele mesmo ano, no entanto, o governo do Reino Unido tomou a decisão de banir a Huawei de forma mais ampla, ordenando que as empresas de telecomunicações parassem de comprar equipamentos 5G do fornecedor chinês e removessem os já existentes até o dia 28 de janeiro de 2023, como forma de chegar aso 35% de participação.

A ordem é que todos os equipamentos Huawei 5G sejam removidos das redes do Reino Unido até 2027.

Na ocasião, as empresas de telecomunicações do Reino Unido apoiaram amplamente o prazo anunciado, temendo que o governo impusesse uma transição muito mais acelerada, e, portanto, impraticável e cara.

No entanto, mesmo nesse período de remoção de três anos (2020 – 2023) as telecoms do Reino Unido precisarão de muito esforço para não deixarem de cumprir a norma. O governo disse que as empresas do setor podem enfrentar multas de até 100 mil libras por dia se não cumprirem a tempo.

Substitutos

Até o final de 2020, a BT já havia selecionado a Nokia e a Ericsson para preencher o vazio em forma de 5G que seria deixado pela Huawei e, em maio de 2021, a operadora já havia começado a remover equipamentos da Huawei em cerca de 12.000 locais no Reino Unido.

Só que o processo de extração e substituição parece estar  demorando mais que o previsto, e a BT indica a busca de uma extensão do prazo de janeiro de 2023 para remover os equipamentos Huawei de sua rede principal.

A BT diz que está atrasada na remoção do equipamento devido aos “impactos causados ​​pelo Covid no programa” desde 2020. Em comunicado, a operadora disse que exigiria uma “extensão curta e necessária” para evitar a remoção do equipamento afetando o atendimento aos clientes.

No entanto, a operadora disse ainda estar confiante de que poderá remover todos os equipamentos da Huawei até o prazo de 2027.

Silêncio

O Departamento de Digital, Cultura, Mídia e Esporte (DCMS) ainda não se pronunciou sobre a concessão da extensão do prazo, nem mesmo sobre se há essa possibilidade.

No início deste ano, o governo concedeu às empresas de telecomunicações um prazo adicional de seis meses (até julho de 2023) para cumprir o limite de 35% de rede não principal em equipamentos Huawei. A BT diz que espera que o DCMS seja igualmente tolerante com seu pedido em relação ao equipamento de rede principal.

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