Brisanet: telecom pode usar 600 MHz em áreas sem radiodifusão


A Brisanet enviou nota de esclarecimento ao Tele.Síntese em resposta à nota emitida pela Abratel (Associação Brasileira de Rádio e Televisão) que repudiou as declarações prestadas, durante o Agrotic 2020, pelo CEO da operadora, José Roberto Nogueira, a favor do uso da frequência de 600 MHz pelo setor de telecomunicações em benefício do agronegócio. Consultada a respeito, a entidade considerou suficiente essa manifestação da empresa, não desejando repercuti-la.

Segundo a nota da Brisanet, “é possível a convivência dos dois serviços essenciais para a população e que esse espectro pode ser utilizado, onde a radiodifusão não estiver em operação”. Acrescenta que esse espectro não deve ser objeto de leilão para que esteja disponível à implantaçã0 das redes, de forma agregada ou complementar a outras faixas já destinadas ao setor de telecomunicações, a exemplo das frequências de 450 MHz e 700 MHz.

No Agrotic, Nogueira sugeriu que os espectro de 600 MHz possa ser usado em caráter secundário, quando ocioso, em áreas remotas, prevendo a liberação desse uso secundário a quem se interessar em ocupar a faixa primeiro e com medida de desligamento imediato caso a radiodifusão chegue ao local.

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Segue a manifestação da Brisanet:

“NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em resposta à nota divulgada pela Associação Brasileira de Rádio e Televisão – ABRATEL, a Brisanet esclarece que atua em prol da expansão dos serviços de telecomunicações e do atendimento da população brasileira, especialmente da que se concentra em áreas rurais. Nesse sentido, a Brisanet busca tecnologias e soluções que viabilizem a oferta de serviços e a inclusão digital dessa população.

A Brisanet esclarece que apoia a iniciativa da Anatel de destinação da faixa de 600 MHz em caráter secundário para os serviços de telecomunicações. Esta prestadora entende que é possível convivência dos dois serviços essenciais para a população e que esse espectro pode ser utilizado, onde a radiodifusão não estiver em operação. Dessa forma, a Brisanet reafirma que este espectro não deve ser objeto de leilão, mas sim que esteja disponível para a implantação das redes, de forma agregada ou complementar às outras faixas de frequências já destinadas, como o 450 MHz e o 700 MHz.

Por fim, a Brisanet destaca que os dois serviços são extremamente relevantes e que a harmonização proposta pela Anatel para uso desta faixa preserva a radiodifusão e tem que ser modelada para permitir levar internet com alta capacidade a 35 milhões de pessoas que atualmente estão desconectadas.”

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