Brasil tem que regulamentar novas tecnologias, diz empresário de IoT


Além da desoneração dos sistemas de IoT (Internet das Coisas), aprovada ontem, 19, no Senado Federal com o Projeto de Lei (PL) 6.549/2019, o Brasil precisa regulamentar novas tecnologias. A estrutura virtual, como nuvem, backup, comunicação VoiP, câmeras inteligentes e videoconferências merecem a atenção da Anatel.

Quem faz essa recomendação é Leandro Motta, sócio da C&M Executive, empresa brasileira de tecnologia em telecomunicações. Também sócio de uma empresa de IoT, o empresário alerta que o país tem que avançar na regulamentação das novas tecnologias, algumas inclusive não tão recentes, como o Voip.

“É preciso olhar mais para essas novas tecnologias de comunicação, já é uma tendência do futuro a comunicação virtualizada, com a comunicação em nuvem. Isso não é regulamentado pela Anatel, que demora a acompanhar algumas modernidades”, declarou ao Tele.Síntese.

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Motta afirmou que no Brasil, a situação é “muito ruim” quanto à regulamentação. “ Temos uma regulamentação muito atrasada em diversos pontos da Anatel que não contempla, por exemplo, VoiP, uma tecnologia que existe há 18 anos e hoje é super difundida”, avalia.

Consultada, a Anatel não se manifestou sobre as reclamações do empresário até o fechamento desta notícia. A agência tem proposto ações de redução de barreiras que burocratizam em excesso as atividades empresarias, inclusive com um projeto denominado de “Guilhotina Regulatória”.

No final de outubro, o Conselho Diretor da Agência aprovou a redução de barreiras regulatórias à expansão das aplicações de IoT e comunicações Máquina-a-Máquina (M2M).

Salto

Para o empresário, agora, a IoT deve avançar como tecnologia regulamentada pelo Senado e com a provável sanção presidencial, . “ A aprovação faz com que dê um salto no mercado de IoT, porque as pessoas se sentirão impulsionadas a ter um interesse maior nesse mercado que de fato é o futuro. Todos os equipamentos e eletrodomésticos dos próximos anos já virão conectados com IoT, é uma tendência. A taxação de impostos errônea acaba sendo algo pesado e a gente acaba desestimulando um segmento”, opinou o sócio da companhia.

No entanto, a regulamentação aprovada, apesar de ser um enorme avanço, tem um prazo de cinco anos.

Na avaliação do empreendedor, a Internet das Coisas estava em uma linha de má compreensão, visto que era classificada erroneamente como um dispositivo de telecomunicação qualquer, como um celular. Mas, por se comunicar sem a interação humana, traz benefícios.

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