Brasil tem ampla vitória em Conferência da UIT, a (WRC-15)


Entre as propostas apresentadas pelo Brasil, e que contaram com o apoio dos demais países do globo está a identificação da banda L – que vai de 1427 a 1518 MHz – para o IMT, ou seja, para a tecnologia de telefonia celular. Apesar da forte pressão dos Estados Unidos, México, Canadá e Colômbia, que queriam a imediata identificação da faixa de 600 MHz (a parte mais baixa da faixa de UHF) também para a telefonia celular Brasil, África e Ásia conseguiram pelo menos adiar essa decisão.

Depois de 25 dias reunidos, 3.300 participantes de 160 países concluíram hoje, 27, as deliberações da World Radiocommunication Conference 2015 (WRC-15) da ITU (ou Conferência Mundial de Radiocomunição da União Internacional de Telecomunicações). E as teses e propostas levadas pela delegação brasileira – representada por técnicos do Ministério das Comunicações, da Anatel e do Ministério das Relações Exteriores – foram amplamente vitoriosas neste fórum, que se reúne a cada quatro anos.

Entre as propostas apresentadas pelo Brasil, e que contaram com o apoio dos demais países do globo está a  identificação  da banda L – que vai de 1427 a 1518 MHz – para o IMT, ou seja, para a tecnologia de telefonia celular. Da mesma forma, as demais regiões do globo acompanharam a já adotada decisão nas Américas, também defendida pelo Brasil, de destinação das frequências de 3.400-3.600MHz para a telefonia celular.

Embate pela faixa de 600 MHz

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Apesar da forte pressão dos Estados Unidos, México, Canadá e Colômbia, que queriam a imediata identificação da faixa de 600 MHz (a parte mais baixa da faixa de UHF) também para a telefonia celular Brasil, África e Ásia conseguiram pelo menos adiar essa decisão, e a frequência não foi alocada nesta conferência para o celular. Assim, o espectro que vai de 694-790 MHz continuará a ser destinado para a radiodifusão brasileira e serviços de satélite.

Devido a grande disputa por mais bandas para a telefonia celular em detrimento de outros serviços de telecomunicações nas frequências abaixo de 6 GHz, países e fornecedores decidiram estudar para a próxima conferência, de 2019, alternativas de destinação para o celular em frequências acima de 6 GHz. E chegaram a ser sugeridas algumas faixas, como a banda Ka, de 10 GHz, ou mesmo de 45 GHz, o que já provocou reações também do Brasil e dos Estados Unidos. Do Brasil, porque a KA está destinada par ao satélite da Telebras, e dos Estados Unidos porque também usa a faixa de 10 GHz para serviços militares. A discussão ainda vai esquentar até lá.

Também nesta conferência foram aprovadas mais frequências ou frequências para novos serviços como os de rastreamento de aviões, rádio amador, resgate e emergência, satélite de monitoramento, comunicação marítima, segurança das estradas, e sistemas satelitais para banda larga

 

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