Brasil sobe quatro posições no ranking de conectividade da UIT


UIT IDI 2015A União Internacional de Telecomunicações (UIT) divulgou hoje, 30, o relatório “Medindo a Sociedade da Informação“. O documento anual analisa o uso das tecnologias de informação e comunicação de 167 países. Os dados levantados mostram que há 3,2 bilhões de pessoas conectadas à internet no mundo, 43,4% da população mundial. Os dados dizem respeito a 2014 e também analisam os preços oferecidos pelas operadoras.

O resultado mostra que em todos os países estudados houve melhora dos índices de conectividade. O Brasil subiu 12 posições no índice de desenvolvimento em TICs (IDI), um dos índices analisados pelo estudo nos últimos cinco anos. O país terminou 2014 com nota 6,03, passando a ocupar o 61° lugar. Em relação a 2013, quando ocupava o 65° lugar, subiu quatro posições.

O primeiro colocado do ranking é o mesmo desde 2010: a Coreia do Sul, com nota 8,93. Em segundo lugar vem a Dinamarca, em terceiro, a Islândia, e em quarto, o Reino Unido. Estados Unidos aparece em 15°, logo atrás da Alemanha. Os países mais bem posicionados da América foram o Uruguai (49°, com nota 6,7), Argentina (52° e 6,4) e Chile (55° e 6,31).

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O IDI é composto por três grandes categorias: acesso, uso e habilidade dos usuários. O Brasil se manteve na mesma posição quanto ao acesso da população, na 71° lugar, subiu dez posições no ranking de uso, para o 50° lugar, e caiu uma posição no ranking de habilidade dos usuário, para 81° lugar. As mudanças fizeram com que a UIT destacasse o país entre os mais dinâmicos, sendo o décimo entre os quais apresentaram maior aumento de pontos dentro do IDI geral e o de maior população.

Dos países do continente americano, o Brasil foi o oitavo mais bem colocado no IDI. O primeiro foram os Estados Unidos, seguidos de Canadá. Uruguai vem em quarto, enquanto Argentina e Chile ficam em quinto e sexto lugar, respectivamente. Todos estes ficaram com resultados no IDI acima da média das Américas e da média dos países em desenvolvimento. Apenas EUA, Canadá e Bardados, na região, ficaram com notas acima da média dos países desenvolvidos.

Por que melhorou?
O relatório mostra que o Brasil se beneficiou do aumento de usuários em telefonia móvel, especialmente aqueles com acesso a banda larga pelo celular. A penetração da banda larga móvel cresceu de 10,6% para 78,1% em cinco anos. A melhora foi possível graças à migração das redes celulares 2G para a 3G.

O estudo credita à evolução do país a rápida alocação de espectro e a existência de metas de cobertura definidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). De acordo com o estudo, 84% da população tinha um celular em 2014, enquanto 86% usava a rede celular.

A quantidade de pessoas com acesso à internet por banda larga fixa também cresceu, o que mereceu destaque da UIT. A pesquisa ressalta que, entre 2010 e 2014, 9,1 milhões de pessoas começaram a usar este tipo de acesso, com penetração passando de 7,2% para 11,5%. “Esse crescimento coincidiu com uma redução de quase 50% no preço do plano básico de acesso”, diz a entidade, e com a existência de planos como o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). Nos anos apontados pelo relatório, a proporção de domicílios com algum tipo de acesso à internet aumentou de 27,1% para 48%. “Um contraste em relação ao aumento no mundo, que foi de 12 pontos porcentuais”, afirma o documento.

Cibersegurança
O país está entre os com mais alto nível de segurança digital, com nota acima de 0,7 – ao lado de Reino Unido, Noruega, Alemanha, Japão e Coreia do Sul. A nota máxima em cibersegurança é 1, e não foi atingida por nenhum país, segundo o relatório. Os Estados Unidos figuram com a maior nota, com 0,824. Este índice mede a existência de leis para crimes digitais, a existência de equipes nacionais de resposta a incidentes, políticas de promoção de cibersegurança, existência de profissionais qualificados, cooperação entre agências de segurança, entre outras coisas.

A UIT lembra que os altos índices de cibersegurança geralmente vem acompanhados de bom desenvolvimento na área das tecnologias da informação e comunicação. O Brasil, porém, juntamente com Malaísia e Omã, é exceção, com índice de cibersegurança mais elevado que o índice de desenvolvimento em TICs.

O Brasil é exceção quando se trata de gênero e acesso a internet. Aqui, as mulheres são maioria. O mesmo acontece nos Estados Unidos, mas não se vê no resto do mundo.

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