Brasil precisa triplicar espectro disponível para atender meta da UIT para 2020


As autoridades brasileiras precisam triplicar a quantidade de espectro disponível para a banda larga móvel se quiserem atender a recomendação da União Internacional de Telecomunicações (UIT) de disponibilidade de frequências para 2020. É o que mostra relatório divulgado hoje, 28, pela 5G Américas, entidade que representa os interesses de fornecedores e operadoras que trabalham com redes móveis.

O documento diz que, até agora, o Brasil dispõe de 35,4% da meta para 2020, com 609 MHz liberados para o uso. Dados da CITEL indicavam, um ano atrás, disponibilidade de 660 MHz, incluindo, no entanto, bandas acima de 3 GHz. A meta prevê uso de 1.720 MHz. A situação, no entanto, é muito melhor à de nossos vizinhos, uma vez que somos o país da América Latina com a maior quantidade de frequências disponíveis.

Os três países com menor índice de espectro radioelétrico entregue para as operadoras encontram-se na América Central: El Salvador (208 MHz), Guatemala (210 MHz) e Panamá (220 MHz). Este índice não contempla a quantidade de espectro radioelétrico alocado que não encontram-se em uso, ou porque encontra-se ocupado por outros serviços, como por exemplo, no Brasil os 60 MHz outorgados na banda de 700 MHz APT encontram-se majoritariamente ocupados. Confira, abaixo, a disponibilidade de espectro por país atualmente e o estimado para 2020.

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