Brasil lidera grupo sobre segurança da Internet em Conferência da UIT


Estados Unidos, Cuba, Inglaterra, Uzbequistão e Brasil têm propostas distintas para a cybersegurança. O Brasil quer assegurar que os direitos off line, inclusive o de privacidade, deverão ser os mesmos que on line. O grupo liderado pelo Brasil vai tentar uma proposta consensual.

Depois das eleições dos novos dirigentes da União Internacional de Telecomunicações (com a escolha de Houlin Zhao para a Secretaria- Executiva), a  19º Conferência Plenipotenciária começa a debater os principais temas que nortearão a atuação da entidade nos próximos anos. E a cybersegurança já se transformou em um dos temas mais acirrados da reunião. O Brasil foi eleito para  presidir uma comissão ad hoc que buscará  o consenso neste tema, visto que as primeiras reuniões foram marcadas posições bem distintas e os países não conseguiram fechar um acordo.

Além de Estados Unidos, Cuba, Inglaterra, Argélia, o Brasil também apresentou sugestões de mudanças no atual documento da UIT sobre este tema. E o país defende que fique estabelecido que “os mesmos direitos que as pessoas têm off line devem também ser protegidos on line, incluído o direito à privacidade”.

Já Cuba propõe que a resolução da UIT enumere as diferentes formas de ameaças que podem surgir pelo uso das tecnologias de Informação e Comunicações (ICT), que “poderão gerar sérias consequências, inclusive uso ilegal por parte dos indivíduos, organizações e Estados os uso de sistemas de computadores para atacar terceiros países”.

Estados Unidos e Inglaterra não querem que qualquer citação sobre possíveis ataques de países ou pessoas por computador seja expressa no documento final . O consenso a ser buscado pelo grupo liderado pelo Brasil será um dos maiores desafios desta Conferência.

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