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Desempenho

Brasil está atrás na corrida mundial do 5G

Levantamento da Ericsson indica que Brasil está atrás de Europa, Japão, EUA, China e Coreia na implantação do 5G em quantidade de antenas e de usuários.

Tabela Ericsson julho 2023

A velocidade de implantação do 5G no Brasil, embora acima da determinada no leilão de espectro realizado pela Anatel em 2021, está muito abaixo do que acontece na China, na Coréia, no Japão, nos EUA ou na União Europeia.

Dados apresentados hoje, 16, por Paulo Bernardocki, diretor de soluções de rádio da Ericsson, apontam que o país tem apenas 7 estações radiobase a cada 100 mil habitantes. Nos EUA, há 30 ERBs para cada 100 mil habitantes. No Japão, são 40. Na União Europeia, 69. E na Coreia, incríveis 415. Os números foram retirados de um estudo da EU 5G Observatory.

Ao todo, há aqui 14,8 mil ERBs 5G instaladas, por enquanto. No Japão são 50 mil. No país com mais antenas, a China, existem 2,29 milhões delas.

Também em quantidade de acessos o Brasil está atrás. Em termos absolutos, atualmente há 11,4 milhões de usuários do 5G por aqui. O país mais perto disso da lista é o Japão, com 14 milhões. Depois vem a Coreia, com 25 milhões, o que representa metade da população de lá. A Europa tem 31 milhões de usuário, os EUA, 79 milhões, e a China, 357 milhões.

Em termos relativos, o Brasil tem 5,6 mil assinantes 5G a cada 100 mil habitantes. A Europa, 6,9 mil. O Japão tem 11,28 mil. Os EUA, 23,9 mil. A China, 25,4 mil. E a Coreia, 48,2 mil.

Crescimento só no 5G

Em apresentação a jornalistas nesta quinta-feira, Bernardocki mostrou também que o tráfego móvel no mundo vai crescer puxado pelo 5G nos próximos cinco anos, com tendência de estagnação até 2027 do tráfego nas gerações anteriores (4G, 3G, 2G), e queda a partir de 2028.

O vídeo vai ser o bicho papão da banda disponível. Hoje responsável por 70% do tráfego, vai aumentar em relevância e chegar a 80% e, 2028, segundo projeções do mais recente estudo Ericsson Mobility Report, de junho.

O tráfego FWA, de banda larga fixa via rede celular, vai crescer, com as operadoras utilizando a tecnologia como um complemento à expansão da rede de fibra óptica. O objetivo será levar FWA onde não é possível chegar com a fibra ou para finalidades específicas, como atender edificações onde não é possível passar novo cabeamento.

Essa expansão do 5G é positiva, garantiu o executivo, uma vez que as receitas das operadoras cresceram 7% em média com o início da implantação em massa da tecnologia, em 2020.

Atualmente, 182 operadoras no mundo oferecem serviços 5G. E 58% delas vendem pacotes que mesclam banda larga móvel e consumo de aplicações de entretenimento.

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