Brasil e EUA discutem “segurança das cadeias de fornecimento” no 5G


Ministro Fabio Faria (ao centro), com representantes do Departamento de Estado, do Departamento de Segurança e da Embaixada dos EUA e parte comitiva da Missão 5G aos EUA (Foto: reprodução)

Ontem, 7, no primeiro dia de compromissos da Missão 5G brasileira aos Estados Unidos, o ministro Fabio Faria, das Comunicações, encontrou-se com representantes do Departamento de Estado e do Departamento Segurança daquele país. Na reunião, conforme Faria anunciou em sua conta numa rede social, entrou em debate a “segurança das cadeias de fornecimento do 5G”.

Ainda ano passado, em visita ao Brasil, representante do Departamento de Estado dos EUA propôs que o Brasil se afastasse completamente das cadeias de produção dependentes da China, inclusive em telecomunicações e em outras frentes.

Como alternativa ao predomínio chinês em redes “single ran” de telefonia móvel, os norte-americanos vêm promovendo a adoção do padrão OpenRAN, que prevê a desagregação de hardware e software nas redes. Em resumo, o OpenRAN permite que aplicações de diferentes fornecedores rodem sobre equipamentos de qualquer fabricante.

A defesa do OpenRAN apareceu também na reunião de ontem. E conforme Faria, o encontro tratou de estímulos para o desenvolvimento desse modelo e aumento da competição no mercado de fornecedores de soluções de telecom. Na reunião com representantes do Departamento de Estado, o tema do 5G abordou ainda redes privativas e cibersegurança.

O governo brasileiro propõe que,  entre os compromissos do próximo leilão de espectro da Anatel, esteja a construção de uma rede privativa de uso estritamente governamental. Integrantes do TCU, no entanto, vem se opondo a tal ideia. Nesta viagem há na comitiva integrantes do Minicom, do Senado e do TCU.

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