Bolsa de Nova York dá prazo para Oi cumprir regra de preço mínimo das ações


A bolsa de valores de Nova York (NYSE, na sigla em inglês), estabeleceu prazo para deixar de comercializar papeis da Oi, caso as ações da brasileira não retomem patamares mínimos de preço. O aviso foi recebido pela operadora em 13 de abril. Atualmente, as ADSs da Oi são vendidas na NYSE por menos de US$ 1, apesar de reunirem cinco ações da operadora.

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Pela regra local, a companhia teria seis meses para ajustar o valor dos papeis comercializados nos Estados Unidos, sob a forma de ADSs. No entanto, a tele avisa que obteve junto à SEC, o xerife do mercado de capitais norte-americano, autorização para que o prazo passe a contar apenas a partir de 1º de julho. Com isso, o período de adequação terminará em 22 de dezembro.

Até lá, as ADSs da Oi continuarão a ser listadas e negociadas na NYSE, “sujeitas ao cumprimento pela Companhia de outros requisitos de listagem contínua da NYSE”, diz a operadora em comunicado ao mercado.

Se não voltar a cumprir o requisito de preço mínimo das ações, a Oi pretende alterar os termos de suas ADSs para aumentar o número de ações ordinárias representadas pelas ADSs, a fim de voltar a cumprir novamente o requisito da NYSE de preço mínimo das ações.

“A Oi ainda não determinou a proporção aplicável de ações por ADS, mas pretende defini-la com a expectativa de que, após esta alteração, a Oi cumpra o requisito mínimo de preço das ações da NYSE no futuro próximo. As alterações dos termos das ADSs devem ser aprovadas pelo Conselho de Administração da Oi”, avisa a companhia.

A alteração ocorrerá antes de 22 de dezembro, a fim de garantir a conformidade da empresa com o regulamento local, ressaltou. Situação semelhante é enfrentada pela companhia no Brasil, onde o regulamento da B3 determina agrupamento de ações quando estas permanecem abaixo de R$ 1.

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