BNDES vai ter empréstimo exclusivo para banda larga em regiões carentes do país


Segundo Irecê Loureiro, a linha de financiamento a ser anunciada será destinada para a aquisição de equipamentos para a construção de redes de ultra banda larga em regiões de baixa atratividade econômica, escolas e postos de saúde com taxas de juros bem atrativas.

 

(Crédito: Shutterstock Isak55)
(Crédito: Shutterstock Isak55)

O BNDES irá lançar no próximo mês uma linha de financiamento especial para estimular a implantação de infraestrutura de banda larga fixa e móvel em regiões carentes do país e levar essa infra para as escolas e postos de saúde públicos. Segundo Irecê Loureiro, chefe do departamento de TICs do banco, a previsão é reservar pelo menos R$ 1 bilhão para essa nova linha de financiamento, a serem usados em um período de três anos. “Será o financiamento mais nobre do banco, com a melhor taxa de juros que tivermos.  No mínimo, TJLP”, afirmou ela.

O financiamento será para a aquisição de máquinas e equipamentos e produtos de infraestrutura para a construção de redes de banda larga. Mas Irecê avisa que o banco não vai aceitar “qualquer banda larga”.

O projeto “Conectividade Inclusiva” irá definir as velocidades de banda larga que deverão resultar das redes construídas com esses recursos. Ela disse que, no caso da rede móvel, o banco deverá estabelecer a tecnologia 4G como padrão e, no caso da banda larga fixa, as velocidades deverão ser entre 10 Mbps e 50 Mbps.

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Conforme ela, os recursos poderão ser captados por operadoras de qualquer porte e estarão também direcionados para os pequenos operadores. O problema, contudo, é que o BNDES exige uma série de garantias que as pequenas empresas de telecomunicações não conseguem apresentar. Por isso, há alguns anos, a Abrint reivindica junto ao Poder Executivo a aprovação de um fundo garantidor (no qual os provedores dariam garantias firmes, como por exemplo os seus ativos, em troca de papeis do governo federal). Mas esse fundo até hoje não saiu do papel.

Segundo a executiva, o banco financiou, em média, 10% a 15% dos investimentos do setor de telecomunicações nos últimos anos, direcionando uma média de R$ 3 a R$ 5 bilhões por ano para  as operadoras de telecom.

 

 

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