BNDES define empresa para avaliação financeira da privatização dos Correios


O edifício sede do BNDES; entidade coordena avaliações sobre a desestatização dos serviços postais brasileiros Crédito: Andre Telles

A BR Partners é a segunda empresa contratada para fazer uma avaliação econômico-financeira independente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), com o intuito de gerar um relatório para o processo de desestatização do setor postal. A outra companhia é o Consórcio Carta Brasil, que fará avaliações contábil-patrimonial, jurídica e técnico-operacional. Conforme a lei, são necessários dois grupos distintos para certificar a avaliação do valor de uma companhia a ser desestatizada. Todo o processo fica sob responsabilidade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A avaliação da BR Partners levará em conta os estudos que já vem sendo elaborados pelo BNDES. O Consórcio Postar, composto por Accenture e Machado, Meyer, Sendacz, Opice e Falcão Advogados avalia o modelo de alienação da ECT.

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O Consórcio Carta Brasil é formado pela KPMG e pela Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques Sociedade de Advogados.

Tanto o Carta Brasil quanto a BR Partners apresentarão avaliações econômico-financeiras independentes para a operação de desestatização dos Correios, com a supervisão final do BNDES. A avaliação de duas instituições independentes visa a confirmar as premissas adotadas na modelagem da desestatização e assegurar o melhor resultado para a sociedade brasileira e para a União, hoje controladora dos Correios.

Os estudos têm sido coordenados pelo BNDES com a supervisão do Comitê Interministerial instituído com base no Decreto 10.066/2019, que incluiu os Correios no Programa de Parceria de Investimentos (PPI). O Comitê, formado por membros dos ministérios da Economia e das Comunicações, além dos próprios Correios, tem como objetivo acompanhar e opinar sobre os estudos que serão realizados.

A avaliação econômico-financeira contratada é uma etapa fundamental no processo de venda de uma empresa, pois define qual o valor mínimo que o Estado brasileiro deve exigir para venda do controle dos Correios. O modelo final, com as condições gerais propostas para a venda será submetido ao conselho do PPI. A conclusão total do processo está prevista para o início de 2022.

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