Bernardo descarta diminuir preço ou adiar leilão da faixa de 2,5 GHz


 

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, confirmou, nesta quinta-feira (29), que a licitação da faixa de 2,5 GHz acontecerá mesmo até o dia 30 de abril de 2012. “Quem pode mudar esta data é a presidente Dilma Rousseff, que foi quem marcou, e eu não vou levar proposta de adiamento”, disse. Bernardo também afirmou que não há possibilidade de a frequência ser trocada apenas por meio de obrigações de cobertura pelas operadoras, mas admite que o governo possa arrecadar menos, em função de metas de implantação da rede de quarta geração da telefonia móvel. “Nós estamos muito tranquilos com relação a essa licitação porque todas as avaliações são de que vai ser um leilão com grande participação de competidores e com certeza vai arrecadar”, disse. 

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Ontem, o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, sugeriu a rediscussão do leilão da faixa de 2,5 GHz, inclusive para adoção de formas não convencionais de pagamento, como compromissos de cobertura, ao invés de dinheiro. O argumento é de que as operadoras ainda estão investindo muito na expansão da rede 3G, o que seria impossível se tiverem de arcar com altas somas de dinheiro para arrematar a frequência. O presidente da TIM, Luca Luciani, defendeu, na Futurecom, o adiamento do leilão pelo mesmo motivo.

O ministro disse que tem recomendado a Anatel que o objetivo não é só arrecadar, mas também de cobertura e qualidade do serviço e tempo de implantação, requisitos que devem ficar claros no edital da licitação. “Se uma operadora comprar a frequência e demorar dois anos para efetivamente prestar o serviço também não é um bom negócio para a sociedade”, argumentou.

Sobre a possibilidade de licitar a faixa de 2,5 GHz vinculada com a de 450 MHz, cujo leilão está previsto para a mesma data, o ministro disse que continua como uma das possibilidades, mas a preferência é pela venda separada das freqüências.

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