Banda larga eleva previsão de crescimento da Furukawa para 20%


Para atender a demanda aquecida, a Furukawa, que está investido neste ano fiscal US$ 12 milhões, aumentou em 20% a produção de fibras de sua fábrica de Sorocaba, no interior de São Paulo, e antecipou de janeiro de 2019 para este mês a ampliação em 40% da produção da unidade de conectividade instalada em Curitiba, além de dobrar a produção de caixas de emendas, localizada na mesma área. Com isso, a receita líquida de Furukawa na América Latina deverá atingir R$ 1,2 bilhão, além dos R$ 1,050 bilhão planejados para o ano fiscal que se encerra em 30 de março de 2019.

Foad Shaikhzade, presidente da empresa, explica este desempenho, crescimento entre 20% e 22%, por dois fatores: o aumento da demanda interna no Brasil, com a Claro e a Oi voltando a investir em FTTH — e a Telefônica acelerando ainda mais seus investimentos —, os provedores regionais mantendo o ritmo de compras do ano anterior e a desvalorização cambial. O aumento das vendas no Brasil vai compensar a queda nas vendas no mercado externo, decorrentes principalmente das turbulências no mercado argentino. Como resultado, diz Shaikhzadeh, as exportações, que no último exercício fiscal responderam por 28% da receita, deverão ficar com uma fatia de 24%, mesmo percentual dos canais. Os 52% restantes estarão em mãos de operadoras, provedores e utilities.

Mas se no ano que terminou em 30 de março de 2018 os provedores responderam pela maior fatia do bloco que inclui as operadoras, no atual exercício, acredita ele, a relação deverá de inverter com algumas das grandes voltando a investir em fibra óptica. “Não que os provedores regionais não estejam comprando. Eles mantêm o ritmo de crescimento. Mas o volume das grandes operadoras é maior”, diz, lembrando que a Oi retomou as compras este ano, com a recuperação judicial, e a Claro, que mantinha a aposta na tecnologia do cabo, virou sua estratégia para o FTTH.

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Mercado externo

Apesar da queda das exportações, a estratégia da Furukawa Latam continua ser a de se fortalecer no mercado externo e que ele responda por um terço da receita líquida em 2020 e quem sabe por 40% até 2025. Os mercados nos quais a empresa está apostando são o Sudeste asiático e a África. Representantes de países desses regiões participaram pela primeira vez do Furukawa Summit, que se realiza em Comandatuba, na Bahia, reunindo 500 parceiros da empresa, entre provedores, integradores e canais. Na abertura do evento, ontem à noite, 26, Shaikhzade destacou que a Furukawa, antes uma fabricante de produtos, tende a ser cada vez mais uma empresa de serviços.

“Os clientes querem consumir, mas não querem mais ser donos dos produtos. Querem usar os serviços, mas não querem possuir coisas. Isso exige que as empresas redesenhem produtos e serviços. Trata-se de um novo conceito. É a servitização. Ele exige uma relação nova não só com o cliente, mas de toda a cadeia econômica. Temos que desenvolver relacionamentos e parcerias, um relacionamento de longo prazo, não é uma venda”, disse.

Hoje, a venda de produtos responde por 19% das receitas da Furukawa Latam e 81% vêm da comercialização de sistemas e soluções.

* A jornalista viajou a convite da Furukawa

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