Bancos reiteram pedido de adiamento e AGC da Oi é suspensa por algumas horas


Itaú-Unibanco, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil reiteraram há pouco o pedido de adiamento da AGC da Oi por 30 dias. A assembleia virtual foi suspensa a pedido do BNDES, dos bancos e acatada pelo presidente, Rodrigo Abreu, por algumas horas.

Atualizada às 16 horas 

Os bancos Itaú-Unibanco, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil reiteraram há pouco o pedido de adiamento da Assembleia Geral de Credores da Oi pelo prazo de 30 dias.  A AGC foi convocada para a votação do aditamento ao plano de recuperação judicial da Oi em que foi apresentado o novo plano de negócios para a companhia. Apontando divergências em relação a vários aspectos do aditamento, que consideram um novo plano, os bancos reclamam sobretudo o que denominam de deságio de 60% em seus créditos. E também alegam falta de segurança jurídica para o próprio aditamento, levando-se em conta que as ações que impetraram na Justiça ainda não tiveram o mérito julgado.

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A pedido dos Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dos próprios bancos e também acatado pelo CEO da OI, Rodrigo Abreu, a AGC foi suspensa por algumas horas para análise dos documentos do aditamento e avaliação do pedido de adiamento por 30 dias.

Alvo das críticas dos bancos, os bondholders, representados pelo advogado Marcelo Lamego Carpinter, defenderam que segurança jurídica significar seguir regras e o que foi previamente combinado. Alegam que desde o início apoiaram o plano de recuperação da companhia, reduzindo seus créditos e injetando mais R$ 4 bilhões na empresa. Para Carpinter, os bancos não têm razão de reclamar de deságio pois, para ele,  trata-se apenas de uma antecipação de um desconto que se daria ao longo do tempo.

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