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Bancões estão otimistas com 2023, mas aflitos com implementação do Open Finance

Os riscos com a segurança do sistema ainda preocupam os executivos
Bancões aflitos com o Open Finance. Crédito - Paulo Cesar Rocha
Crédito-Paulo Cesar Rocha Febraban Tech 2022

Os presidentes do bancões – os maiores bancos comerciais do país – estão otimistas com a recuperação da economia brasileira no próximo ano, mas também aflitos com a pressa na agenda de implementação do Open Finance. Esse foi o recado dado pelos CEOS do Itaú, Milton Maluhy; do Santander, Mario Leão; do BTG, Roberto Sallouti; e do banco Alfa, Fábio Alberto Amorosino, no encerramento da Febraban Tech 2022.

“O Brasil agiu primeiro e começa a sair do ciclo de aperto com uma chance forte de se descolar, com um bom posicionamento na cadeia global”, avalia Leão, do Santander. ” O restabelecimento da âncora fiscal e o fim do ciclo de aperto monetário vai trazer um Brasil melhor no próximo ano”, afirmou Sallouti, do BTG. ” O Itaú convive com eleições gerais a cada quatro anos, e o importante é discutir a agenda e fazer o Brasil dar certo”, completou Maluhy.

Open Finance

Mas a agenda para a implantação do Open Finance para os bancões é ainda fonte de preocupação dos executivos. Para Fábio Amorosino, do banco Alfa, há  muito a ser resolvido em relação à segurança de dados. ” Pode haver uma epidemia de ataques virtuais”, alertou ele.

Para Maluhy, o Open Finance obriga a um escopo muito maior nos sistemas dos bancos, e os prazos ( estabelecidos pelo Banco Central) são muito apertados. “A nossa equipe está virando noites. Sabemos que a segurança e disponibilidade é uma questão de todos”, pontuou ele.  Disse que, o Open Finance será a oportunidade para o Itaú entregar melhores serviços para seus clientes.

Desglobalização

Mas, para os executivos, o movimento de desglobalização, que foi iniciado com a falta de insumos para o controle da pandemia do Covid-19, e ampliado com  a guerra da Rússia contra a Ucrânia, ainda não apresenta sinais se vai arrefecer . Eles entendem que não deverá, no entanto, colocar o Brasil em má situação global.

Para os banqueiros, a neutralidade do Brasil em relação aos blocos econômicos – seja asiático, europeu ou americano – é uma condição que o deixa em condições vantajosas.

“Ainda não sabemos qual o tamanho dessa desglobalização, mas a arbitragem está a nosso favor”, afirmou Mario Leão, presidente do Santander. “O Brasil pode ter uma oportunidade de se transformar  em um importante hub para as multinacionais”, acredita Milton Maluhy, do Itaú. ” A globalização passou do limite da supply chain e, se fizermos o dever de casa, vamos todos nos beneficiar dessa tendência”, concluiu Roberto Sallouti, CEO do BTG.

 

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