Banco na palma da mão precisa de boa infraestrutura, assinala Furukawa


Para se ter uma boa conectividade em dispositivos móveis, é preciso também ter uma boa infraestrutura física em fibra óptica, data centers e nuvem. Para que os serviços de um banco, por exemplo, cheguem até a palma da mão do cliente, é preciso ter comunicações ópticas, de modo a permitir o aumento da velocidade, da confiabilidade e também para reduzir a latência. Durante sua participação no 5×5 TecSummit, evento online que abordou assuntos financeiros nesta quinta-feira, 10, Flávio Marques, gerente da engenharia de aplicação da Furukawa, explicou que a redução do tempo que um pacote de dados leva para chegar de um ponto a outro na Internet de quinta geração depende da estrutura física. “Não adianta trabalhar a redução de latência no 5G se toda a consulta tiver que passar pela infraestrutura física até o data center e essa estrutura física não contribuir para isso”, explicou o executivo.

Marques também lembrou em sua fala que a nuvem começa como uma conexão de vários pontos, que são desde os data centers, onde estão as aplicações de nuvem, até as bordas dessas clouds, que são outros data centers menores, mas também os sistemas de distribuição, como o sistema de 5G, de ISPs, entre outros. “Tudo tem que estar conectado na nuvem, que nada mais é do que uma virtualização global. Tudo o que se tem, para carregar na nuvem, deve estar inserido num conjunto de data centers que estão rodando aplicações e todos estão conectados”, explicou o gerente de engenharia de aplicações da Furukawa.

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Alternativas

“A fibra óptica permite a conexão dentro do data center, onde as coisas acontecem, e entre os datas centers. E, para todos os sistemas que fazem a distribuição disso, para as operadoras, a infraestrutura do 5G etc, a velocidade e a redução de latência também estão sendo exigidas neste caso”, completou Marques.

Não à toa, segundo o executivo, atualmente, a Furukawa procura soluções alternativas de sistemas ópticos de modo a tirar processamento de sistemas de transmissão para não gerar mais latência.

Uma outra possibilidade são os edge data centers, ou seja, distribuir data centers de modo que ele fique mais próximo do usuário, reduzindo, então, a latência. “As aplicações estariam próximas do cliente, sendo processadas localmente, trazendo uma vantagem muito grande do ponto de vista de tirar a carga dos data centers maiores, centrais, e fazer uma resposta em tempo menor. Aqui no Brasil tem operadoras fazendo isso”, explicou Marques.

Os ISPs, segundo Marques, podem ser considerados como edge data centers. São mais de 6 mil espalhados pelo Brasil e são responsáveis por conectar milhões de pessoas. “Os aplicativos que estão rodando no celular têm um nível de segurança muito alto para fazer a conexão dele até a nuvem ou até as aplicações bancárias. Quanto mais se colocar a segurança em um pequeno data center, dentro de um ISP, melhor para a conectividade em geral”, resumiu o executivo.

Para trabalhar com esse formato de edge data center, a Furukawa lançou o programa “400 giga ready”, que visa preparar esses data centers de modo que estejam prontos para os próximos desafios de velocidade, redundância, disponibilidade e ainda contribua mais com a redução dessa latência. “Toda a conexão de velocidade maior ou menor, seja data center gigante ou dentro de um ISP, é uma preocupação nossa em conectá-los na maior velocidade possível”, disse Marques.

5×5 TecSummit

5×5 TecSummit é um evento online organizado nesta semana em uma parceria de cinco sites de jornalismo especializado em TI e telecom: Convergência Digital, Mobile Time, Tele.síntese, Teletime e TI Inside. O seminário discute tendências em tecnologia em cinco verticais: governo, saúde, energia, finanças e entretenimento. Hoje, 11, o 5×5 TecSummit debate inovações no setor de entretenimento.

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