Baigorri quer trazer Anatel para o século XXI


 

O novo presidente da Anatel fala dos desafios do mandato.Crédito: MCOM/Flickr

O novo presidente da Anatel, Carlos Baigorri, quer trazer a Anatel para o século XXI e prometeu buscar novas ferramentas para modernizar a agência e fazê-la acompanhar as novas demandas. Na concorrida solenidade de posse, hoje, 5, dia das Comunicações, Baigorri disse que, entre essas novas ferramentas que acredita serem necessárias está  a ampliação do diálogo com outros segmentos sociais e de governo.

” Em 2000,  a agência tinha ferramentas para cumprir o seu propósito. Hoje, não são mais os mesmos desafios. As demandas não são mais as mesmas, mas ainda usamos as ferramentas do século passado. Precisamos de novas ferramentas do século XXI, e, entre elas, ampliar o diálogo e participação social com a sociedade civil e Congresso Nacional”, afirmou.

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Entre esses “novos desafios” Baigorri citou aos jornalistas presentes ao ato o início do 5G no país, cujo serviço deve começar em primeiro de julho nas capitais brasileiras.  Ele disse aos jornalistas que a Anatel sabe que o serviço de radiodifusão é prioritário, e garantiu que o 5G não vai interferir nos sinais da TV aberta.

” Se esse serviço essencial para a sociedade for interferido pelo 5G, a gente não vai ativar o 5G. Mas nesse momento não há perspectiva de qualquer atraso”, afirmou ele. 

” O 5G deve ser efetivamente uma tecnologia habilitadora. Devemos estar atentos a ele, para que esse sonho  de fato se realize”, afirmou Baigorri. Para isso, ele defendeu a realização de parcerias com diferentes órgãos do governo e da sociedade civil.

Durante o discurso de posse,  citou um exemplo de um problema que foi endereçado à Anatel, mas que, no seu entender, a agência não tem ferramentas  para resolvê-lo. Assinalou que determinação feita pelo ministro do Supremo Tribunal Federal,  Alexandre Moraes, de março, quando mandou bloquear a mídia social Telegram por  “não cooperar com autoridades judiciais e policiais de diversos países”.

“Resolvemos mandar a determinação para as operadoras e avisar ao ministro”, disse ele, ao sinalizar que não havia mais nada a ser feito.

 

 

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