Autorregulação pode ser adotada no setor, defende Telefônica


O grupo Telefônica  está otimista com a possibilidade de as operadoras de telecomunicações conseguirem se organizar e ter o aval da Anatel para criar regras próprias de auto-regulamentação, e conseguirem, com isso, alcançar melhores resultados de atendimento. ” A autorregulação é ainda um embrião, tem muito a crescer, mas ela poderá estimular o comportamento mais responsável e pró ativo”, afirmou José Gonçalves Neto, diretor de Relacionamento Regulatório da empresa.

Para o executivo, ainda é preciso destravar vários quesitos  para que o setor consiga estar pronto para as grandes mudanças que virão com as novas tecnologias que estão chegando, como a inteligência artificial, 5G ou realidade virtual e que irão promover novos movimentos disruptivos na sociedade. “O setor anda mais rápido do que a regras”, disse, durante o Encontro Tele.Síntese.

Entre as questões imediatas que precisam ser equacionadas, citou a necessidade de elaboração de regras mais convergentes; redução do controle sancionatório e o destravamento das fontes de financiamento. “É importante delimitar os objetivos estratégicos”, ponderou.

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Para Adriana Costa, diretora de Assuntos Regulatórios da Oi, se há consenso de que há um gap de infraestrutura de banda larga no país, essa carência só conseguirá ser superada com medidas concretas. Entre os gargalos atuais, ela citou o fato de as concessionárias ainda serem obrigadas a investir em orelhões; a falta de definição do que são, de fato, os  bens reversíveis à União após o fim da concessão de telefonia fixa; e manutenção do modelo legal, criado há 20 anos. ” Nos últimos dois anos, não se conseguiu andar para frente com questões estruturantes. Fica difícil pensar em 5G ou IoT, pois sem infraestrutura, sem pavimento ou sem chassi, não se consegue enxergar os próximos 20 anos”, afirmou ela.

 

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