Anatel vai debater um “glide path”, ou uma trajetória, para a implementação da 5G pura

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Para Juarez Quadros, os custos da 5G pura e da rede conectada na Amazônia poderão ser extremamente altos, o que pode até inviabilizar a venda das frequências. Lembra que nenhum leilão a Anatel deixou de arrecadar recursos para o Tesouro e, por isso, não deveria superestimar metas.

Para Mário Girasole, a infraestrutura do 5G é que vai estimular a demanda por novos serviços como telemedicina. Por isso, defende que o edital estabeleça a adoção do 5G stand alone.

Diferentes interlocutores do mercado alegam que a Anatel, ao querer obrigar a adoção de um único padrão autônomo da 5G, como está na proposta do edital, fará com que o país pague mais caro por uma rede totalmente nova sem conseguir demonstrar os reais ganhos para a população.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, começa nessa terça, 2, o tour pelos países sede dos fabricantes estrangeiros de tecnologia 5G. Mas terá que resolver ainda o problema interno causado pela portaria que publicou na sexta, pela qual cria a rede privativa do governo. Portaria esta que desagradou o mercado e o próprio Ministério da Economia, que vê o fim da privatização da Telebras.

Inicialmente, a ideia era fazer instalar uma antena para cada 10 mil habitantes entre 2021 a 2027 nas cidades com mais de 30 mil habitantes, o que somaria 65,8 mil sites. O voto apresentado hoje estabelece uma antena para cada 15 mil habitantes, o que reduz a obrigação para 43,8 mil erbs.

A Anatel anuncia que venderá capacidades nas frequências de 700 MHz (20 Mhz); 2,3 GHz (90 MHz); 3,5 (400 MH); 26 GHz (3.200), somando um total de 3.710 MHz. O presidente Leonardo de Morais pediu vistas, prometendo trazer o seu voto em 24 de fevereiro.

A área técnica da agência ponderou que essa meta não é razoável e pode gerar até mesmo desestímulo para a participação no leilão.

Os 20 MHz que não foram vendidos em 2014 serão colocados à venda inicialmente apenas para quem não tem o espectro de 700 MHz. O que significa que somente Oi, Sercomtel e novo entrante poderá comprá-los na primeira rodada.

Conforme a versão da nova proposta de edital, as operadoras seriam obrigadas a instalar erbs (estações de comunicação) conforme o “release 16 do 3GPP”. Trocando em miúdos, não poderiam decidir por onde começar a oferecer o serviço, mas teriam que adotar nova rede de 5G. A Anatel, por sua vez, justifica essa proposta como uma forma de manter simétrica a competição entre os agentes.

Com a pressão do governo para antecipar o leilão da 5G para a atração de novos investimentos, o conselho da Anatel tenta “amarrar” um consenso sobre a proposta. Mas já há a convicção de que serão leiloados 400 MHz da faixa de 3,5 GHz, o que inclui a frequência da TV aberta via satélite.