Anatel vai debater um “glide path”, ou uma trajetória, para a implementação da 5G pura

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As operadoras defendem que a Anatel deva intervir menos no setor e apoiar a autorregulação.

Entre as propostas nas regras sugeridas pela Anatel, está a possibilidade de o consumidor escolher uma opção mais barata de serviço, mesmo que tenha contratado uma oferta determinada.

O conselheiro Carlos Baigorri classifica a escolha pelo padrão 5G puro, ou seja, que irá demandar a construção de uma nova rede, como a preferência por uma Ferrari, ao invés de um Fusca. Argumento questionado por aqueles que defendem a adoção de padrão que possa ser usado nas redes atuais.

Apesar de reconhecer que os custos são mais altos do que se a agência optasse pela mitigação da interferência, como queriam as teles, o conselheiro Carlos Baigorri, diz que as vantagens técnicas da decisão são mais vantajosas.

Serão colocadas à venda frequências de 700 MHz, 3,5 GHz, 2,3 GHz e de 26 GHz. As condições de participação no leilão, os blocos de frequência à venda e os compromissos a serem exigidos para as empresas que ganharem a disputa foram publicados pela Anatel.

As linhas residenciais poderão ser substituídas por celular, mas terão que ter um plano de preço equivalente ao plano básico atual da telefonia fixa. Os 213 mil orelhões terão que ser mantidos pelo menos até 2025.

As operadoras que quiserem antecipar o fim das concessões de telefonia terão que investir o dinheiro para levar celular 4G nas localidades onde não tem o serviço, nas estradas e também construir rede estadual de fibra óptica onde não tem. Os orelhões que existem terão que ser mantidos. Mas o valor dos investimentos ainda não foi calculado.

A comissão quer saber as razões e o impacto da exigência para que os fornecedores tenham “governança corporativa conforme o mercado acionário brasileiro”. Se seria forma de retirar a Huawei da disputa. Quer também entender porque a agência preferiu indicar um padrão tecnológico ao invés de estabelecer um prazo para a oferta de novos serviços, como o carro conectado.

Segundo o novo diretor-geral, Leandro Gaunszer, a operadora irá reformular suas ofertas de preços assim que a proposta de redução do imposto – que altera de R$ 200 para R$ 26,83 a taxa paga por antena – for sancionada. Em seus planos estão o incremento da presença no mercado residencial e novos modelos de venda dos pacotes WiFi comunitário, que passa por testes no Ceará.

Serviços de segurança e infraestrutura têm alocados em todo o país 5 MHz nessa banda