Oi vai à Justiça saber se pode ou não fazer assembleia para mudar conselho


A Oi resolveu que irá à Justiça perguntar se pode, ou não, convocar uma assembleia extraordinária de acionistas para mudar a composição de seu conselho de administração. A companhia divulgou o comunicado no final da noite de sexta-feira, 22, após reunião do atual conselho – em que predominam executivos ligados ao grupo português Pharol, maior acionista individual da tele.

Conforme a operadora, há no momento decisão da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro impondo que qualquer possível mudança no conselho – e na composição acionária – seja previamente autorizada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

“O Conselho de Administração da Oi, antes de deliberar pela eventual convocação de assembleia geral extraordinária, entende que deva ser dado integral cumprimento à citada decisão judicial, ouvindo-se o referido Juízo a respeito da oportunidade e pertinência da requerida convocação”, diz, na nota.

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A assembleia foi requisitada pelo fundo Sociéte Mondiale, gerido pela empresa de investimentos Bridge, ligada a Nelson Tanure. O empresário estaria comprando ações da Oi com o objetivo de obter o controle da companhia. Acusa, ainda, acionistas majoritários de não agir no interesse da empresa. Ele propôs novos nomes para o conselho de administração, mas depende da realização de assembleia para que as sugestões sejam acolhidas.

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