As seis tendências tecnológicas para 2021, segundo a Cisco


As tendências tecnológicas são: diminuição do gap digital, promoção da experiência com sensores, aplicações habilitadas com resolução e inteligência, aprimoramento da experiência do usuário, fim das senhas e um modelo de consumo focado nas necessidades

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A Cisco compartilhou em evento nesta semana seu relatório sobre as tendências tecnológicas para 2021 e para o futuro. Veja abaixo as seis tendências destacadas pela empresa:

Diminuição do gap digital

Segundo dados do Banco Mundial, 30% da população global ainda não tem acesso à internet. Para a população rural da América Latina os números são ainda mais drásticos, apenas 37% dispõe de acesso a esse bem. Nesse contexto, o 5G e o WiFi 6 ganham nova importância, pois possibilitam levar banda larga para locais onde a fibra óptica não chega.

Contudo, mesmo essas formas de conectividade não significam por si só a inclusão de determinados segmentos populacionais na internet. Max Tremp, diretor de engenharia da Cisco América Latina, explicou que pequenas comunidades rurais, muitas vezes, não possuem um número de pessoas suficientes para compensar o custo de implementação da infraestrutura. Para ele, a solução está relacionada com “a vontade do governo de investir para chegar à zonas que não seriam um modelo de negócio”.

Promoção da experiência e segurança com sensores

Os sensores de saúde para consumidores chegará ao nível médico, o que pode ajudar a descentralizar o atendimento de saúde. Por sua vez, o mundo do esporte utilizará sensores tanto para a proteção dos atletas, como para dar mais emoção ao espetáculo. Ainda, cidades da América Latina poderão utilizar sensores para melhorar a segurança.

Para as medidas sanitárias em meio a pandemia, análises baseadas em dados de sensores auxiliarão a promover maior proteção e salubridade em ambientes de trabalho. Além disso, câmeras com analíticos permitirão colocar barreiras sanitárias e combiná-las com serviços de localização wireless e plataformas de colaboração. Ao mesmo tempo, as câmeras poderão monitorar temperatura, umidade, qualidade de ar, luz e mandar recomendações proativas.

Aplicações habilitadas com agilidade e resiliência

A pandemia obrigou empresas a se reorganizarem rapidamente em nuvens, que deram certa agilidade ao meio empresarial. Mesmo empresas médias e pequenas passaram a utilizar essa tecnologia, até então mais reservada às grandes organizações.

Porém, o tráfego web sem encriptação aumentou e a velocidade criou riscos a segurança. O excesso de informação também dificultou a conexão entre tecnologia e as suas implicações no negócio. Para resolver a questão, a inteligência artificial irá emergir como forma de correlacionar dados e métricas de negócios, a fim de manter aplicativos ágeis.

Experiência do usuário

Aplicativos mais avançados já possibilitam um relacionamento mais pessoal e com melhores tempos de atendimento, o que requer a capacidade de converter informações de tempo real provenientes da rede, em informações acionáveis em tempo recorde. As empresas que conseguirem realizar isso passarão da automação para ações proativas e terão uma grande vantagem no mercado.

O omnichannel, estratégia que interliga diferentes canais de comunicação, tem sido bastante desejável e procurada pelos empresários, ainda que seja de difícil implementação.  O uso de centros de contato nascidos com o omnichannel e tecnologias digitais nativas, machine learning e analíticos fará uma grande diferença na competitividade do negócio.

Identidade e um futuro sem passwords

O número de ataques cibernéticos tem aumentado, bem como sua sofisticação. Credenciais perdidas ou roubadas seguem sendo uma causa comum de êxito nos ataques. Como o mundo transita para o multicloud, Max Tremp defende que “é a identidade o novo perímetro para se proteger”.

O diretor de engenharia da Cisco afirma que o modelo de segurança que oferece maior proteção é o zero trust, não confiar em nada nem em ninguém. Na questão da segurança em nuvem, ele defende que o primeiro passo a ser tomado é quebrar o paradigma de que o firewall basta para a proteção da rede.

As tecnologias biométricas também passarão a ter um papel maior, em detrimento da utilização de senhas. Caberá às empresas trabalhar para utilizar essa tecnologia de forma segura e resguardar não somente a segurança, como a privacidade dos dados biométricos.

Modelos de consumo para as tecnologias que realmente necessita

O software as a service, tem diminuído a necessidade de se adquirir um set completo de funcionalidades do software sem que o cliente necessite tudo o que ele oferece. Agora, organizações podem pagar pelas capacidades e funcionalidades de que precisam, com possibilidade de escalar a pacotes mais completos com grande agilidade e em demanda.

Cada dia há opções mais flexíveis de licenças por serviço, contratos empresariais “pay-as-you-consume” sem que o cliente fique preso em licenças em modelo de capex. (Com assessoria de imprensa)

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