As aplicações vão usar redes 2G e 4G


16-WM-03A tendência futura é de que as aplicações mais simples e com menos dados, como as da Internet das Coisas, usem preferencialmente as redes 2G, que vão carregar cada vez menos tráfego de voz, e que as aplicações mais sofisticadas utilizem as redes 4G. As redes 3G, que hoje suportam importantes aplicações de governo, como o gerenciamento do sistema de transporte público de Curitiba (PR), deverão perder esse tipo de uso, por conta da eficiência de uso do espectro.

Essa é a avaliação de Jesper Rhode, diretor de marketing da Ericsson, que, além de infraestrutura, oferece ao mercado soluções para cidades inteligentes em verticais como transporte, segurança pública e serviços. Para ele, que aposta em uma longa sobrevida para a tecnologia GSM, por estar cada vez mais barata por conta da escala e do vencimento de várias patentes, as aplicações mais sofisticadas de cidades inteligentes tendem a migrar para a rede 4G.

Não é a realidade de Curitiba, cujo sistema de gerenciamento de transporte público urbano é todo montado em cima da rede 3G. De acordo com Amilto Francisquevis, assessor de mercado do ICI – Instituto de Cidades Digitais, que presta serviços de TI para a cidade de Curitiba, a tecnologia 3G foi escolhida em função da cobertura e da relação custo-benefício. “Mas nosso projeto, o Sistema Integrado de Mobilidade, começou em 2011”, lembra ele. O SIM gerencia 1.320 ônibus urbanos, 21 terminais, 342 estações-tubo e 1,7 milhão de passageiros.

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Os dois especialistas participaram do debate sobre “Inteligência na infra-estrutura”, um dois paineis do Wireless Mundi, realizado hoje em São Paulo, no Maksoud Plaza. O Encontro Wireless Mundi, voltado a gestores públicos de TICs, foi realizado pela Momento Editorial.

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