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Áreas de energia e ferrovia adotam IoT, mas adiam redes privadas

Para CPQD e Trópico, caso da baixa adesão são os custos e anunciam novas soluções que vão baratear a infraestrutura

Crédito: TV.SínteseEmpresas das áreas de energia e ferrovia já adotam vária soluções de Internet das Coisas (IoT) em suas operações, mas ainda não há uso intensivo de redes privadas. Segundo o Head de Desenvolvimento Tecnológico Latam na Gridspertise, empresa do grupo Enel, Amadeu Macedo, afirma que soluções de IoT vieram para ficar, um caminho sem volta, transforma a forma de atuação. Mas não vê ainda espaço para a rede privada.

Macedo afirma que as empresas de distribuição de energia são remuneradas pelas ações de melhorias incluídas nas redes e ainda são obrigadas a investir em P&D, mas não há clareza de que as redes privadas serão remuneradas, mas apenas Opex. “Para isso acontecer é preciso mudar a regulamentação”, disse ele, que participou, nesta sexta-feira, 26, do congresso “IoT e as redes privativas”, promovido pelo Tele.Síntese.

Já o especialista ferroviário sênior na MRS Logística, Jean Carlos Tavares, a ferrovia, de 1.643 km, está passando realmente por uma transformação digital e já está testando o uso de uma rede privada de 6 km, em Minas Gerais. “Nós estamos falando de Smart trem, ferrovia inteligente e a tomada de decisões em tempo real baseada em dados, mas antes teremos que passar por um momento de estruturação de hardware e software”, disse.

Tavares disse que estudos iniciais já mostram a necessidade de investir em conectividade em áreas remotas. “Mesmo em locais onde há oferta de conectividade por redes públicas, sentimos a necessidade de customização, especialmente naquelas onde há vários equipamentos conectados”, disse.

Ele lembra que os investimentos anuais da empresa chegam à casa de R$ 1,7 bilhão. E a meta é dobrar o volume de carga geral levada, que é de 37% do total, e aumentar o volume de containers trafegado.

Plano de negócio

Para o gerente de Estratégia do CPQD, Luiz Spera, as soluções de redes privadas existem, os benefícios que trazem para os negócios são conhecidos, porém, ainda assim, há uma baixa adesão em função do custo. Ele acredita que ainda faltam soluções para as áreas de energia e de ferrovia no mercado.

Spera disse que o CPQD está para lançar um equipamento de core de rede mais barato e, associado ao aparecimento das open RANs, acredita que o número de redes privativas aumente. “A open RAN que está sendo testada no nosso laboratório apresenta um desempenho melhor que as rede monolíticas, a um custo mais baixo”, afirmou.

O diretor Comercial da Trópico, Samual Laurentis, afirma que as redes privadas em funcionamento, com soluções integradas da empresa, já mostraram para que vieram e até mudaram para melhor os modelos de negócios das empresas que adotaram. “Todas as empresas que pediram um teste de campo acabaram adotando esse modelo de conectividades”, ressalta.

Mas reconhece que é preciso fazer um plano de negócio de forma a garantir que a conta feche. Laurentis disse que nessa conta deve entrar valores como a segurança dos dados trafegados e a melhoria da eficiência gerada.

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