Apple vai investir equivalente a R$ 2,3 trilhões só nos EUA, nos próximos cinco anos


O CEO da Apple, TIM Cook, durante evento da companhia realizado no final de 2018

A Apple anunciou nesta segunda-feira, 26, uma aceleração de seus investimentos nos Estados Unidos. O plano é fazer aportes de mais de US$ 430 bilhões (cerca de R$ 2,3 trilhões) ao longo dos próximos cinco anos, o que deve gerar 20 mil novos empregos por lá.

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O número cabe nas contas da empresa. No último balanço, a Apple registrou receitas totais US$ 270 bilhões (cerca de R$ 1,4 trilhão).

A título de comparação, o PIB do Brasil em 2020, por exemplo, foi de R$ 7,4 trilhões, e no quarto trimestre de 2020, foi de R$ 2 trilhões.

Nos últimos três anos, os investimentos da Apple nos EUA ultrapassaram a meta original de US$ 350 bilhões, colocada em 2018.

Com isso, a Apple aumenta em 20% os aportes em inovação. Muito do dinheiro, “dezenas de bilhões de dólares”, conforme a empresa, irá para o desenvolvimento de um chip de próxima geração e para desenvolvimento de soluções 5G. O investimento para tanto será distribuído em nove estados dos EUA.

A empresa pretende reduzir ainda a dependência de fornecedores asiáticos. “Neste momento de recuperação e reconstrução, a Apple está dobrando nosso compromisso com a inovação e fabricação nos Estados Unidos, com um investimento geracional alcançando comunidades em todos os 50 estados”, disse Tim Cook, CEO da Apple, em comunicado sobre a decisão.

“Estamos criando empregos em campos de ponta – de 5G à engenharia de silício à inteligência artificial -, investindo na próxima geração de novos negócios inovadores e em todo o nosso trabalho, construindo em direção a um futuro mais verde e mais justo”, falou Cook.

Os US$ 430 bilhões da Apple injetados na economia dos EUA vão cobrir gastos diretos com fornecedores americanos, investimentos em data centers, despesas de capital nos Estados Unidos e outros gastos domésticos – incluindo dezenas de produções da Apple TV+ em 20 Estados.

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