Apple libera dados do aplicativo de localização para uso no combate à Covid-19


A Apple liberou hoje, 14, os dados consolidados de uso do aplicativo Maps, responsável por identificar a localização e deslocamentos de usuários de iPhones. Os dados são anonimizados, agregados por país, 63 grandes cidades, e estão acessíveis em um site criado pela fabricante. A fabricante diz que com as informações os governos podem inferir taxas de isolamento social alcançadas no combate à pandemia de Covid-19.

Ali, é possível conferir, por exemplo, que desde o início das recomendações do Ministério da Saúde para que haja isolamento, o uso do aplicativo Maps para obtenção de rotas para carros caiu 64%, para quem anda, 75%, e para quem busca informações de trânsito, 84%. O site Mobility Trends está em inglês e exibe gráficos do país ou cidade desejado. Os números indicam que em São Paulo, o uso por pedestres caiu 84%, enquanto no Rio, 82%.

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Os dados podem ser baixados e retrabalhados por qualquer pessoa. A Apple garante que são totalmente anonimizados e não podem levar à identificação de nenhum de seus usuários.

Parceria com o Google

Ontem, 13, a Apple anunciou parceria com o Google para criar uma ferramenta capaz de descobrir se um usuário de smartphone esteve com outro que tinha o novo coronavírus. Hoje, as empresas deram mais detalhes sobre o sistema, que se baseia na tecnologia Bluetooth.

Ainda em maio as empresas vão lançar APIs que permitam a interoperabilidade entre smartphones com iOS (Apple) e Android (Google) que tenham instalados aplicativos oficiais dos sistemas de saúdes do país do cidadão.

O segundo passo, que ainda levará “alguns meses”, será elaborar a plataforma que usa o Bluetooth para descobrir se alguém entrou em contato com uma pessoa contaminada. Para isso, os usuários deverão fazer o opt-in no serviço de rastreamento de contatos (“contact tracing”). Sem isso, nenhum dado será coletado e analisado.

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