Após guinada e com dinheiro em caixa, Ericsson planeja aquisições em 2021


A Ericsson publicou hoje, 5, seu relatório anual, no qual traça algumas das prioridades para 2021. Ali, Borje Eckholm CEO da fabricante de equipamentos para redes, afirma que a companhia concluiu com sucesso seu “turnaround”, saindo de sucessivos prejuízos três anos atrás, para lucro.

Ressalta que o grupo está capitalizado, com mais de US$ 2,6 bilhões em fluxo de caixa livre. E que vai crescer neste ano, não apenas de forma orgânica, mas também por meio de aquisições.

As compras, no entanto, serão focadas. Segundo Eckholm, não serão cometidos erros do passado, em que foram feitas fusões com empresas com produtos pouco complementares aos feitos pela sueca.

“Fusões e aquisições terão papel crucial em fortalecer nossa companhia. Nosso foco será em oportunidades próximas ao nosso portfólio. Para evitar a repetição de erros, estabelecemos um processo disciplinado de ponta a ponta para avaliações detalhadas e cuidadosas, planejamento, responsabilização e fechamento”, diz no relatório.

Tendências

Eckholm também elencou algumas transformações que vão refletir nos negócios da fabricante pelos próximos anos. A seu ver, a pandemia de Covid-19 levou a transformações permanentes. O trabalho remoto vai ser cada vez mais comum, o que exigirá mais das redes.

Além disso, a 5G vai ameaçar as conexões fixas. “Com o 5G, as empresas poderão escolher a conectividade móvel como sua tecnologia de acesso primário”, vaticina.

Para ele, é impossível prever que novas soluções vão surgir da quinta geração móvel. Da mesma forma como ninguém imaginava que o 4G resultaria no surgimento dos apps de transporte individual e massificação do streaming de vídeo, ele prefere não arriscar qual aplicação vai destacar nos próximos anos. Mas antevê que, enquanto o 4G foi importante para aplicações voltadas ao consumidor final, o 5G deve resultar em inovações ainda impensáveis para o segmento corporativo.

Ele cobra mais velocidade dos reguladores europeus para incentivarem a adoção da 5G, corrida que, analisa, o continente está perdendo para China e América do Norte.

A companhia terminou 2020 com 44 contratos firmados para fornecimento de equipamentos 5G, 122 acordos comerciais, e 79 redes foram instaladas.

Eckholm diz ainda que a Ericsson vai mergulhar de cabeça na Open RAN, da qual a empresa quer participar inclusive estabelecendo referências para a padronização. Mas diz que o modelo ainda engatinha e precisará de alguns anos para se consolidar.

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