Aplicativo ajuda a elevar os estoques de hemocentros


O Instituto Smart City, filiado ao Instituto Delta, lançou nesta quarta-feira o aplicativo Sangue Amigo. A iniciativa contou com o auxílio da médica hematologista Maria Goretti de Araújo Marques. Através do aplicativo, disponível para os sistemas iOS e Android, o doador de sangue pode fazer o agendamento em um hemonúcleo cadastrado e ter seu atendimento com hora marcada.

Segundo a hematologista Maria Goretti, o aplicativo nasceu da necessidade de aumentar o número de doadores de sangue no país e, ao mesmo tempo, garantir que o momento da doação seja seguro, evitando desta forma as indesejadas aglomerações que aumentam o risco de transmissão do novo coronavírus.

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“Com a necessidade do isolamento social, as doações de sangue estão ainda mais reduzidas, uma vez que as pessoas não estão indo aos hemocentros com medo da contaminação. O uso desta ferramenta de organização tornou-se uma forte aliada dos hemonúcleos neste momento de pandemia”, explica a médica.

O aplicativo Sangue Amigo é gratuito aos usuários e com ele é possível agendar o melhor dia para a doação. Com isso, possibilita economia de tempo ao doador que é atendido assim que chega ao local, o que evita filas e aglomerações. “Além disso, o Sangue Amigo oferece total segurança para o hemonúcleo por estar dentro das normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)”, diz Ilma Laurindo, líder do projeto.

Hemoacre foi o primeiro

O Hemoacre, localizado na cidade de Rio Branco (AC), foi o primeiro a instalar o aplicativo Sangue Amigo. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Estado tem o menor número de doadores do país, com menos de 11 mil cadastros.

“Temos que incentivar a cultura de doar sangue e conscientizar a população da importância deste ato de solidariedade. Apesar da pandemia do novo coronavírus, as pessoas continuam precisando de sangue e as doações são absolutamente importantes para pacientes em tratamento de anemias crônicas, pessoas que sofrem acidentes e têm como consequência as hemorragias, ou ainda aquelas que têm complicações decorrentes da dengue, febre amarela, tratamento de câncer, entre outras doenças graves”, destaca a médica Maria Goretti.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para que um país tenha um estoque seguro de sangue, ele deve contar com 3% a 5% de sua população de doadores regulares. Esse percentual ainda não foi atingido pelo Brasil, que segundo dados do Ministério da Saúde, registra apenas 1,6% da população. (Com assessoria de imprensa)

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