Angola Cables e TM Global testam rota entre América do Sul e Ásia


Barco concluindo a chegada do cabo SACS em Fortaleza (CE), em 2018.

A Angola Cables e a TM Global, braço global da Malaysia Telekom Berhad assinaram um acordo para testar uma rota expressa “Sul-Sul” de cabos submarinos. O novo percurso começa na Ásia, atravessa a África e chega à América do Sul. Para tanto, utiliza o SAFE (South Africa Far East Cable System), que conecta a Malásia a Angola; e o SACS (South Atlantic Cable System), que conecta Angola ao Brasil. Os cabos são propriedade, respectivamente, da TM Global e da Angola Cables.

Os resultados preliminares do projeto piloto apresentaram uma latência mais baixa se comparada com as rotas usuais via hemisfério norte. As empresas não revelam quais, no entanto.

A expectativa, dizem as empresas em comunicado, é que a iniciativa “facilite a transferência de dados entre países e economias, permitindo conexões mais robustas e de compartilhamento de dados entre provedores de backhaul, provedores de conteúdo (aplicativos) e provedores de entrega de conteúdo”. Caso a iniciativa seja bem sucedida, as empresas não descartam a oferta de novos serviços conjuntamente no futuro.

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Fibra para pesquisa

A Angola Cables também anunciou nesta semana que vai fornecer trânsito de dados para iniciativa que reúne a Universidade Internacional da Flórida (FIU), Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Rede Acadêmica de São Paulo (ANSP) e a Associação de Universidades de Pesquisa em Astronomia (AURA) – grupo que constitui o consórcio AmLight.

O consórcio implementou três ondas ópticas de 200Gbps no cabo Monet com o propósito de fomentar a educação e a pesquisa científica entre Brasil e Estados Unidos. O contrato prevê uso das fibras até 2032 pela comunidade acadêmica.

As três ondas ópticas constituem uma Rota Expressa criada pelo projeto Amlight Express and Protect (AmLight-ExP), que também é ligado à Fundação Nacional da Ciência (NSF), agência governamental dos Estados Unidos.

A Rota Expressa será muito importante para o trabalho do Grande Telescópio de Levantamento Sinóptico do Chile (LSST), cuja missão científica será usar a rede do Consórcio para transmitir imagens de 12,7 GB – em apenas 5 segundos – de sua base em La Serena, no Chile, para o Centro Nacional de Aplicações de Supercomputação (NCSA), em Champaign-Urbana, cidade do estado de Illinois (EUA), durante 365 noites por ano, no decorrer de 10 anos da pesquisa do telescópio. A princípio, já a partir de 2022, o telescópio fará cerca de 1.000 imagens de todo o céu visível à noite, com sua câmera de 3.200.000.000 pixels, duas vezes por semana. (Com assessoria de imprensa)

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