Anatel quer rastrear comunicação clandestina na Amazônia


A Anatel tem um importante papel para coibir no combate a atividades ilegais praticadas contra o meio ambiente na Amazônia que são alvo de protestos e ameaças de retaliações comerciais ao Brasil no exterior.  O recado foi transmitido pelo vice-presidente da Anatel, Emmanoel Campello, durante live promovida hoje, 14, pelo Instituto Municipalista de Inovações (IMI) sobre conectividade na região.

Segundo Campello, é possível rastrear, através do espectro, a comunicação clandestina que dá suporte às ações criminosas, inclusive com a montagem de uma força-tarefa a fim de monitorar essas práticas de forma a garantir a preservação ambiental.

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“Normalmente o desmatamento, queimadas e os garimpos ilegais são praticados por organizações criminosas que realizam a comunicação entre seus membros por meio da radiofrequência de forma clandestina”, explicou.  “Através do monitoramento do espectro eletromagnético a Anatel consegue detectar essa comunicação e em alguns casos identificar o local de origem”, detalhou.

Ressaltou que a  Anatel tem um papel fundamental que é coibir as atividades ilegais praticadas na Amazônia. “O combate se torna mais fácil com o apoio de órgãos competentes do setor público”, pontuou.

Fonte de recursos

O vice-presidente também destacou a proposta de destinar ao aumento da conectividade da região com o programa Amazônia Sustentável parte das sobras dos recursos das operadoras, avaliados em R$ 1,4 bilhão, que foram empregados para promover  a digitalização da TV analógica.

Citou que essa proposta já foi levada ao conhecimento do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que preside o Conselho Nacional da Amazônia Legal. A ideia também foi apresentada ao ministro das Comunicações, Fábio Faria. Campello admitiu, porém,  que há impasses no colegiado sobre a destinação desses recursos.

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