Anatel quer incluir o pré-pago no cadastro positivo


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Segundo Carlos Baigorri, o pré-pago tem 130 milhões de clientes. Crédito – Freepik

O presidente da Anatel, Carlos Baigorri, defendeu a inclusão dos clientes dos pacotes de pré-pago da telefonia celular no cadastro positivo, que é atualmente administrado por cinco birôs de crédito. ” Existem mais de 130 milhões de pessoas com o cadastro do pré-pago e o impacto social será bem maior, pois são pessoas que não têm qualquer relação com o sistema bancário e passarão a ter visibilidade”, afirmou ele.

Segundo o presidente da ANBC (Associação Brasileira de Birôs de Crédito), Elias Sfeir, as operadoras de telecomunicações já liberaram mais de 100 milhões de cadastrados dos clientes que têm os planos pós-pagos de celular. E os resultados, segundo Sfeir, já podem ser medidos. Conforme o executivo, dos 100 milhões de clientes que passaram a integrar o cadastro positivo, 11 milhões não eram “vistos” pelo sistema financeiro. ” Mais de 11 milhões de pessoas físicas e jurídicas já podem ter acesso ao crédito”, assinalou.

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Segundo o subsecretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Emmanuel Sousa de Abreu, a decisão de transformar o credenciamento ao cadastro positivo em um instrumento “opt out”,( ou seja, todos os dados são fornecidos às instituições financeiras, cabendo a pessoa que não quiser compartilhá-los pedir para ser descadastrada), facilitou a adoção do processo e a ampliação do crédito.

MP

Abreu defendeu ainda a necessidade de aprovação, pelo Congresso Nacional, da Medida Provisórioa 1085 – que está na pauta de votação de hoje, 3 de maio. Esta Medida Provisória determina que os cartórios façam o registro público eletrônico, interligando-se aos sistemas do gov.br.

” Com o modelo opt out, se a pessoa quiser sair do  cadastro, ela sai, e com isso  já houve um efeito de redução de spread nas taxas de juros de 11 por cento. E o cadastro nem está completo”, afirmou Abreu.

Depois da entrega do cadastro pelas teles, a ANBC está recebendo os cadastros das concessionárias de energia elétrica e negocia com as empresas de gás para também receber a base de dados desse segmento.

Os debates foram organizados pela Conexis.

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