Anatel não aceita o pleito de reajuste de 2,96% da ligação fixo/móvel


O pleito das operadoras, de reajuste de 2,96% para as tarifa de público das ligações fixo/móvel (VC-1) e de 1,96% para as tarifas de rede móvel (VU-M) foi rechaçado pela agência. Ontem, 14, executivos de todas as empresas estiveram em romaria com dirigentes da agência para ouvir deles que a Anatel quer aplicar um índice …

O pleito das operadoras, de reajuste de 2,96% para as tarifa de público das ligações fixo/móvel (VC-1) e de 1,96% para as tarifas de rede móvel (VU-M) foi rechaçado pela agência. Ontem, 14, executivos de todas as empresas estiveram em romaria com dirigentes da agência para ouvir deles que a Anatel quer aplicar um índice de produtividade nessas ligações (a exemplo do que fez nas ligações fixo/fixo) e que não aceita  o índice de correção reivindicado.

No mínimo, informaram executivos presentes à reunião, a Anatel quer que seja adotado o índice de produtividade dos contratos de concessão passados e o fator x aplicado nos reajustes da telefonia fixa concedidos este ano, o que faria com que o reajuste do VC-1 subisse, no máximo 1,5%.
 
Com esse recado da Anatel, as empresas fixas e móveis terão que voltar para a mesa de negociação. Isso porque, depois de dois anos de disputa e muita reclamação, as operadoras  conseguiram, no mês passado,  assinar um acordo que previa o percentual a ser repassado para a tarifa de rede móvel (a VU-M), o motivo da discórdia dos últimos anos. O acerto tomou como base o intervalo de 30 meses –  janeiro de 2004 a junho de 2006. Descontados os reajustes concedidos nesse período, as empresas chegaram, então, ao acumulado de 2,96% para o VC-1 e de 1,96% para a VU-M.

Como a agência não acatou o pleito, a negociação entre as empresas volta à estaca zero. Isso porque, as móveis não aceitam ter sua tarifa corrigida em menos de 1,5%, valor máximo que a agência quer conceder para as tarifas das fixas. As tarifas de VC-1 são as que remuneram as tarifas da rede móvel . E, se tudo volta à estaca zero, as empresas ainda aguardam a manifestação da comissão de arbitragem da Anatel sobre o reajuste provisório do ano passado.

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