Anatel mantém posição orbital e lançamento do satélite D2 da Claro para 2021


Satélite da Embratel lançado em 21 de 12 de 16

O conselho diretor da Anatel decidiu hoje, 8, autorizar pela terceira vez, por força maior, a prorrogação do prazo para o lançamento do satélite da Star One/Claro na posição orbital 70º W – seu D-2- para o período de até 31 de agosto de 2021. Os dirigentes da autarquia concordaram que a pandemia do covid-19 prejudicou toda a cadeia de valor para o lançamento do satélite cuja data final da segunda prorrogação venceria no dia 31 de outubro deste ano. A operadora anunciou recentemente, em evento do Tele.Síntese, o Agrotic, que lançaria o satélite no próximo ano. 

” A pandemia foi de fato um fator excepcional e alheio à vontade da empresa”, reconheceu Moisés Moreira, que havia pedido vistas do processo, concordando  em seguida com o  parecer do conselheiro Raphael de Souza, que já tinha se manifestado pela nova prorrogação.

A Star One/Claro comprou o direito de explorar essa posição orbital na licitação realizada pela agência em 2011, estabelecendo o prazo de seis anos para o satélite da banda KA ser lançado. Em 2017, a agência concedeu a prorrogação de prazo porque a empresa precisou dar preferência à construção do satélite D-1 que iria substituir o C1. Em 2018, a fabricante do equipamento, a ArianeSpace alegou que iria atrasar a sua fabricação, motivando a segunda autorização de adiamento do lançamento , para outubro de 2020. A nova prorrogação, dessa vez motivada pela pandemia, foi confirmada hoje.

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Disputa

O conselho negou também na mesma decisão a autorização para a Viasat integrar no processo como terceira interessada. Segundo Moreira, essa autorização de hoje não está vinculada à reivindicação da operadora norte-americana, cujo processo para a decisão final também está para a manifestação de  seu gabinete. A Viasat argumenta que o seu satélite Viasat-3 teria direito à mesma posição orbital, ocupada pela Star One, porque o seu satélite estaria com a coordenação anterior junto à UIT (União Internacional de Telecomunicações), o que é contestado pela Claro. Essa disputa ainda não foi decidida pela Anatel.

 

 

 

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