Anatel deve retomar faixa de 450 MHz e licitar a de 350 MHz, diz Campelo


Para o campo, as frequências mais baixas serão fundamentais. A faixa de 700 MHz tem sido um grande motor de alavancagem da cobertura no interior e à medida em que colocarmos as faixas de 450 MHz e 350 MHz, esse trabalho será mais efetivo

A Anatel deverá retomar a frequência de 450 MHz e licitar a faixa de 350 MHz  para, enfim, levar conectividade às áreas rurais. A informação é de Emanuel Campelo, conselheiro da Anatel, que participou hoje, 30, de painel na Futurecom.

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Ele observou que não foi possível desenvolver um ecossistema para uso da banda de 450 MHz, mas a faixa poderá ser utilizada para Internet das Coisas e, junto com a de 350 MHz, para aplicações de conectividade no ambiente rural. A Anatel também vem discutindo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) modelos de melhoria de eficiência espectral do mercado secundário.

Campelo destacou que sempre foi uma preocupação da Anatel a interiorização e uso eficiente do espectro. E citou como exemplo a digitalização da TV  analógica com a migração da faixa de 700 MHz para que as operadoras pudessem usar essa frequência, que permite atingir uma área muito maior do que as que havia à disposição.

“A Anatel tentou, inclusive, usar a frequência de 450 MHz para banda larga rural, mas não se desenvolveu um ecossistema adequado para essa finalidade. O processo ainda está em tramitação, mas a probabilidade é a retomada dessa faixa. A tendência é fazer o atendimento para a Internet das Coisas e, para além da frequência de 450, que está subjudice na própria agência, já temos estudos para licitação da frequência de 350 MHz”, anunciou o conselheiro.

Ele explicou que a ideia de usar frequências com capacidade de propagação e alcance de áreas maiores é uma preocupação constante da Agência que está atenta a isso e fazendo refarming de outras frequências cuja tecnologia já se mostra obsoleta ou finalizando o período de outorga, para ter uma maior eficiência do uso do espectro e capacidade de atingir áreas maiores.

“Para o campo, as frequências mais baixas serão fundamentais. A faixa de 700 MHz tem sido um grande motor de alavancagem da cobertura no interior e à medida em que colocarmos as faixas de 450 MHz e 350 MHz, esse trabalho será mais efetivo. Além disso, recentemente a Agência vem conduzindo interações com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para discutir modelos de melhoria de eficiência espectral do mercado secundário. O Brasil é muito grande e cobrir o país é um desafio. Até porque, o agro vai precisar do 5G para continuar competitivo”, acrescentou Campelo.

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