Anatel deve esperar pelo PL 3453, defende Genish


Para o executivo, o melhor agora é esperar a decisão do Congresso Nacional sobre a mudança do modelo. Ele não vê problemas no adiamento por algumas semanas ou meses do cronograma de desligamento da TV analógica em Brasília e São Paulo.

 

shutterstock_Sergey Nivens_START_UP_NEGOCIOS_MERCADO_GERALO presidente da Vivo, Amos Genish,l afirmou hoje, que, embora o projeto de lei 3453, do deputado Daniel Villela (PMDB-GO) tenha sido de iniciativa  do parlamento e do governo, as empresas de telecomunicações o estão apoiando porque a nova lei irá dar mais segurança aos investidores, ao acabar com o conceito de bens reversíveis da concessão.

O executivo disse ainda que, da mesma forma em que o projeto  resolve os entraves da concessão de telefonia fixa, ao propor acabar com a devolução do espectro da telefonia móvel no fim do prazo da outorga, também deixa o empresariado mais tranquilo. “Não importa o preço que a Anatel vai cobrar por essa frequência, o importante é que acaba com a incerteza sobre a renovação desse espectro”, afirmou.

Para o executivo, mesmo que o projeto não seja aprovado este ano, a Anatel não deveria adotar  qualquer iniciativa no sentido de mudar o modelo, alterando o contrato de concessão por conta própria, pois, no seu entender, a interferência da agência reguladora, nesse momento, poderia “tumultuar o processo”.

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Adiamento TV Digital

Genish não está preocupado com o adiamento do desligamento da TV digital em Brasília, conforme ou o da capital paulista, para setembro, conforme antecipou o Tele.Síntese, pois o mais importante, salientou, é o compromisso do governo em manter a data limite do desligamento – de 2018- como meta. “Algumas semanas a mais não muda o cronograma”, afirmou.

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