A América Latina pode acrescentar mais de 1,5 GHz de espectro para serviços móveis até 2018


antena-ondas-sinal-conexao-espectro Powerful digital transmitter for TV, mobile and multimedia broadcast sends information signals from high towerDurante os próximos dois anos, nove países da América Latina irão conduzir processos para alocação de espectro radioelétrico para serviços de telecomunicações móveis, de acordo com um levantamento realizado pela 5G Americas.

Os países que têm anunciado publicamente planos para outorga de frequências a serem desenvolvidas até 2018 são Colômbia, Costa Rica, Guatemala, El Salvador, Honduras, México, Paraguai, Uruguai e Venezuela. De acordo com estimativas apuradas pela entidade com base nos anúncios disponíveis publicamente, estes processos poderiam proporcionar uma capacidade total de cerca de 1.556 MHz.

Considerando que a capacidade de espectro radioelétrico alocado para serviços móveis nestes países soma 2.721 MHz atualmente (Índice 5G Americas de Espectro Radioelétrico, Julho de 2016), a capacidade potencial representa um aumento de 57% na disponibilidade de frequências para serviços móveis.

PUBLICIDADE

A média de espectro alocado por país da América Latina é de 339 MHz. Considerando a capacidade total projetada, sete desses nove países, incluindo a Colômbia, Costa Rica, Honduras, México, Paraguai, Uruguai e Venezuela permaneceriam acima desse limite. Atualmente, apenas a Colômbia e a Costa Rica estão acima da média latino-americana. O Brasil é o país com maior oferta, com 609 MHz de espectro leiloado.

As bandas de 700 MHz e de 2,5 GHz são as que mais contemplam estes novos processos de alocação, seguidas pela banda de 1700/2100 GHz, conhecida também como “AWS” (Advanced Wireless Services). Atualmente na América Latina, o desenvolvimento da LTE sustenta-se, principalmente, pelas bandas AWS, 1,8 GHz, 1,9 GHz e 2,5 GHz, apresentando variações para cada mercado.

Anterior Mercado brasileiro de celulares voltou a crescer após cinco trimestres em baixa
Próximos Leilão de frequências: Lote C rendeu R$ 41 milhões à Anatel