Algoritmos precisam de supervisão humana


O chairman da Caixabank, José Ignacio Goirigolzarri, defende que os algoritmos precisam de supervisão humana. Ele afirmou, em palestra no terceiro dia do MWC 22,  que o ingresso de novos players no uso massivo de dados, como os bancos e empresas do sistema financeiro, é um movimento irreversível, mas enfatizou que  está bastante preocupado em como os dados das pessoas serão usados pelo ecossistema digital.

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” Não sabemos como os dados são processados. Há um potencial de discriminação alinhado ao processamento automático do uso de algoritmos. As empresas que usam, consumem e geram dados em grande escala devem ter suas ações direcionadas para a preservação da privacidade das pessoas”, defendeu.

Para o executivo, uma das maneiras para evitar esses riscos é estimular o desenvolvimento das plataformas abertas. “A aplicação de tecnologias tem que ter seus limites”, afirmou.

Bilhões em NFT

O CEO da Sotheby’s, Charles Stewart,  empresa de leilões que há dois anos ingressou no universo  NFTs ( token não fungíveis) assinalou que o ecossistema digital mudou o jeito com que a população mundial consome  a arte. E apresentou cifras impressionantes.

No ano passado, a sua empresa vendeu um quadro do pintor italiano Botticelli (Sandro Botticelli, pintor renascentista) somente em NFT e arrecadou US$ 92 milhões na venda. Ou ainda, a Sotheby’s  vendeu produtos do movimento criptopunk, e arrecadou US$ 80 milhões. E não é apenas produtos de arte que são consumidor.

Segundo Stewart, a promoção da  conjunta da Nike  e grife francesa Louis Vuitton, que vendeu 200 pares de tênis exclusivos, arrecadou nada menos do que US$ 25 milhões em apenas seis dias. ” A maioria dos lances é feita pelo celular”, afirma o executivo.

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