Alcatel-Lucent registra prejuízo no trimestre


A fornecedora de infraestrutura de telecomunicações Alcatel-Lucent registou prejuízo de 72 milhões de euros no primeiro trimestre do ano. No mesmo período de 2014, a perda foi de 73 milhões de euros. A companhia apresentou hoje (7) os resultados financeiros para os meses de janeiro a março. Em faturamento, obteve aumento de 9%, para 3,23 bilhões de euros. O aumento aconteceu graças a variações cambiais que a beneficiaram. Com taxa de câmbio constante, a receita teria caído 4%.

A companhia afirma, no entanto, que o resultado deve ser considerado positivo. Michel Combes, CEO da AlcaLu, afirma que houve um forte ganho com redes de próxima geração. “O balanço do trimestre mostra também nossos esforços para construir uma organização resiliente. O progresso fica claro ao analisarmos a melhora de margem e no fluxo de caixa”, diz.

O fluxo de caixa livre continuou negativo em 332 milhões de euros. Resultado melhor que o de -398 milhões de euros registrado um ano atrás. A margem cresceu para 34,6%, um aumento de 230 pontos base sobre igual período do ano passado, quando era de 32,3%. Ele manteve a meta de redução de custos de 950 milhões de euros. Apenas nos três meses, a economia teria alcançado, já, 668 milhões de euros.

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Segmentos e mercados
A receita com core networking cresceu 7%, atingindo 1,45 bilhão. Todas as unidades deste negócio cresceram – roteamento IP, transporte e plataformas. O lucro operacional da divisão foi de 41 milhões de euros, 57% menor que um ano antes.

Já o resultado com a divisão de acesso melhorou 13%, faturando 1,78 bilhão de euros. A área passou do prejuízo no começo de 2014 para lucro de 67 milhões de euros. O maior crescimento se deu no fornecimento de redes móveis, em que o faturamento subiu 19%, para 1,18 bilhão de euros.

Mesmo com demanda menor na América do Norte, segundo Combes, a empresa foi capaz de ampliar sua receita na região em 11%. O faturamento ali atingiu 1,56 bilhão de euros. Na Europa houve crescimento de 7%, para 704 milhões de euros. Na Ásia, graças à demanda da China Telecom, as vendas foram de 586 milhões, alta de 20%. No resto do mundo, onde se insere o Brasil, houve melhora de 5%, com receita de 385 milhões de euros.

Ele reiterou a perspectiva de finalizar o negócio com a Nokia na primeira metade de 2016. Pelo acordo, a Nokia vai comprar as ações da Alcatel-Lucent disponíveis no mercado francês e norte-americano. O acordo ainda vai passar pelo escrutínio de agências reguladoras e deve ser aprovado pelos acionistas da Nokia.

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