AI promete avanços significativos para a Saúde em 2022


AI promete avanços significativos para a Saúde em 2022

Inteligência Artificial (IA) promete avanços significativos para a saúde em 2022. Ao mesmo tempo em que o setor tem uma grande expectativa de crescimento, é necessário que haja regulamentação e regras para uma melhor governança e respeito à privacidade do paciente. Esse foi o recado dado pelos especialistas durante o painel “A Trustworthy Digital Health” (Uma saúde digital confiável”), no MWC22.

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A inteligência artificial é uma grande promessa para melhorar a prestação de atenção à saúde e medicamentos em todo o mundo, mas apenas se a ética e os direitos humanos forem colocados no centro da sua arquitetura. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a IA e o aprendizado de máquina estão revolucionando os campos da Medicina, pesquisa e saúde pública. No entanto, há preocupação com o rápido desenvolvimento da tecnologia neste campo e a privacidade dos dados.

Para Sébastien Ziegler, presidente da Europrivacy, Conselho Internacional de Especialistas em Privacidade de Dados, é preciso levar em consideração diretrizes éticas, normas e regramentos sociais, especialmente relacionadas ao acesso equitativo, privacidade e responsabilidade.

Regulação

O debate surge em um momento em que a inteligência artificial está em ênfase no mundo e a regulação é fundamental para garantir direitos humanos e a transparência. “A legislação é um guia para nos orientar. É preciso estabelecer o que a IA pode ou não fazer – cada etapa -, e temos que seguir as regras”, declarou Francisco Lupiãnez, CEO da Open Evidence.

Jordi Barretina, do Instituto de Investigação Germans Trias i Pujol (IGTP), também está de acordo com essa visão. Para ele, a inteligência artificial traz várias oportunidades, principalmente em relação à doenças como alguns tipos de câncer, e desafios, como a privacidade dos dados do paciente, que deve ser “controlado’.

Neste momento, os países, como Japão, Brasil, México, Estados Unidos, e a Europa estão tendo que encontrar um equilíbrio na elaboração das suas regulamentações. Para isso, a construção de um ecossistema de confiar e o diálogo são importantes, disseram os participantes do painel.

Empregos

O impacto causado pela IA nos empregos foi outro ponto debatido no painel. “Se você quer mudar o mundo, você tem de mudar com a Medicina e realizada, desenvolvida. Isso tem a ver com empregos e força de trabalho”, afirmou Kaveh Safavi, diretor administrativo sênior da Accenture.

Segundo Safavi, não existe possibilidade de um médico ou um enfermeiro ser substituído pela IA. “A inteligência artificial não substitui seres humanos em tarefas que exigem tomada de decisão. O que vai ocorrer é que substituiremos a forma de realizar as tarefas, mudaremos o jeito como elas serão feitas, desempenhadas. As experiências passarão a ser diferentes”, disse.

A jornalista viaja a convite da Huawei.

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