AES Eletropaulo propõe piloto com teles para resolver uso dos postes


A vice-presidente de Serviços Compartilhados e Comercial da AES Eletropaulo, Teresa Vernaglia, afirmou hoje que o problema do uso dos postes das concessionárias de energia elétrica pelas operadoras de telecomunicações não se restringe à discussão do preço pelo aluguel desta infraestrutura. Para a executiva, há problemas estruturais muito grandes, como por exemplo a limitação física do espaço disponível do poste para a colocação de cabos de telecomunicações (apenas 50 cm), que só podem ser resolvidos com o estabelecimento de uma política pública. “Não adianta apenas uma regulação conjunta das agências reguladoras. É preciso definir uma política pública”, defendeu ela.

Para começar a entender o problema, Teresa convocou as operadoras de telecomunicações, durante o 38 Encontro Tele.Síntese, a se unirem com a AES Eletropaulo e fazerem um projeto piloto – a sugestão que seja na Vila Olimpia-, de regularização do uso dos postes. “Nós recebemos todos os anos pedidos que somam mais de 22 mil quilômetros de fibra óptica. Mais de 30 empresas nos procuraram todos os anos para puxar fibra em nossa infraestrutura, mas só há espaço físico para até seis empresas”, afirmou.

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Outro problema, assinalou, é que o setor elétrico retém apenas 10% do valor arrecadado com o aluguel dos postes ( o restante deve ir para a modicidade tarifária da energia elétrica) e esses recursos não são suficientes para cobrir os 22 mil quilômetros de rede da empresa, o 5 mil projetos que precisam ser fiscalizados, e pelo menos os 3 milhões de pontos de fixação  (que ela acredita ser pelo menos o dobro).

“Se fôssemos considerar só econômico, seria mais fácil cortamos todos os cabos que estão em nossa rede e recomeçarmos”, brincou. Para ela, o futuro das redes de banda larga está correndo perigo se esta questão não for equacionada.

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