Ações de Oi e PT SGPS oscilam com possível venda de PT Portugal à Altice


As ações ordinárias da Oi apresentam queda de 2,32% no dia seguinte à confirmação de que o conselho da empresa aprovou a proposta de compra pelos ativos da operadora PT Portugal pela francesa Altice, por 7,4 bilhões de euros. Os papeis da PT SGPS, em compensação, apresentam valorização de 2% na bolsa de Nova York e queda de 1% na de Lisboa. As ações da Altice fecharam em alta de 0,25%.

A variação se deve às incertezas sobre o futuro das envolvidas. O mercado financeiro continua a ver com desconfiança o alívio que a possível venda da PT Portugal poderá trazer ao caixa da Oi. Para a PT SGPS, também não está clara a vantagem, uma vez que paira uma oferta de OPA condicionando a compra da holding portuguesa à manutenção dos ativos da operadora. Segundo fontes ouvidas pelo Tele.Síntese, nada mudou com a divulgação de que o conselho da Oi aprovou a oferta feita pela francesa pelos ativos da operadora portuguesa. 

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O negócio já era conhecido e visto como positivo para o caixa da operadora brasileira, mas a companhia continuará com um alto índice de alavancagem, argumentam. A venda da PT Portugal não garante que a Oi seja protagonista, de fato, em um processo de consolidação do mercado nacional de telecomunicações. Alguns acreditam que a Telecom Itália tenha mais poder de fogo para adquirir a Oi do que o inverso. A compra da TIM pela Oi seria pouco provável sem que outras operadoras (Claro e Telefônica Vivo) participem. 

Analistas traçam toda sorte de cenários, havendo fusão, fatiamento, ou nenhuma operação de consolidação. O valor das ações varia conforme a situação. Caso Oi, Claro e Vivo fatiem a TIM, a expectativa é que as ações da Oi saltem cerca de 50%, da TIM, 35%, e da Telefônica Vivo, 35%. Seria o melhor dos mundos. Sem consolidação, as ações da Oi devem cair 25%, da Vivo, até 7%, e da TIM até 20%.

Eles também fazem os cálculos sobre possível veto da operação pela assembleia geral de acionistas da PT SGPS. Os minoritários já avisaram que vão fazer de tudo para impedir a venda. O Itaú BBA, porém, calcula que haverá a maioria de 2/3 necessária para aprovar a venda. Este número será alcançado se todos os acionistas puderem votar, inclusive a Oi. A brasileira tem 10% das ações da PT SGPS e não participou, por exemplo, da votação do memorando de entendimento firmado após o calote da dívida da Rio Forte.

Com voto favorável da Oi, os majoritários, que incluem também Novobanco, Ongoing, representariam 36,8% dos votos. Isso se se mantiver o histórico de votações das assembleias da PT SGPS, em que 55% dos acionistas com direito a voto comparecem.

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