Acionistas, inclusive a Telefónica, decidem dissolver a Telco, controladora da Telecom Italia


O conselho de administração da Telco – holding que controla a Telecom Italia, decidiu ontem dissolver a empresa, criada em 2007 pela espanhola Telefónica e os bancos e seguradora italianos Intesa Sanpaolo, Mediobanca e Generali. Conforme o comunicado da empresa, a decisão “foi aprovada por unanimidade” e será submetida à aprovação da assembleia geral marcada para 9 de julho. Depois de referendada pela assembleia, os controladores precisam ainda da aprovação da operação pelas agências reguladoras da Itália, Argentina e do Brasil – Cade (agência antitruste) e Anatel.

O conselho de administração da Telco – holding que controla a Telecom Italia, decidiu ontem (26) dissolver a empresa, criada em 2007 pela espanhola Telefónica e os bancos e seguradora italianos Intesa Sanpaolo, Mediobanca e Generali. Conforme o comunicado da empresa, a decisão o “foi aprovada por unanimidade” e será submetida à aprovação da assembleia geral marcada para 9 de julho. Depois de referendada pela assembleia, os controladores precisam ainda da aprovação da operação pelas agências reguladoras da Itália, da Argentina e do Brasil – Cade (agência antitruste) e Anatel.

No início do mês, os três sócios italianos já haviam comunicado ao mercado que iriam exercer seu direito de deixar a empresa. A Telco possui 22,4% da Telecom Italia e os controladores informaram que fizeram o write down dessas ações, no valor de 830,5 milhões de euros, ou 1,1 bilhão de dólares, devido à queda dos preços das ações da Telecom Italia. O comunicado afirma que, como parte dessa dissolução, a “Telco vai pagar todos os seus débidos junto aos bancos  ( de 660 milhões de euros em 30 de abril de 2014) e os bonds adquiridos pelos acionistas (no valor nominal de 1,75 milhões de euros além de 70 milhões de juros), além dos juros até a data do pagamento”.

No comunicado, a Telco informa que os seus acionistas vão criar quatro novas incorporadoras e vão alocar as ações que possuem na Telco na própria operadora, a  Telecom Italia.

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Isto significa que a Telefónica passará a ter 14,77 das ações da  Telecom Italia, o General, 4,31% e Intesa Sanpaolo e Mediobanca, 1,64% cada.

Decisão Cade

Analistas entendem que este movimento da Telefónica, de simplificação da estrutura acionária, embora venha a aumentar a participação da Telecom Italia, pode significar o primeiro passo para resolver o caso brasileiro, onde a espanhola detém o controle da Vivo e da TIM e o Cade mandou que ela escolhesse em qual das duas operadoras pretende ficar. O prazo de 18 meses, estabelecido pelo órgão antirtrust no ano passado está correndo.

( com agências internacionais)

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