Accept passa a se chamar Positivo Servers


A fornecedora de servidores e storage Accept mudou de nome. Agora a empresa se chama Positivo Servers & Solutions. A transição aconteceu na última semana. A empresa, fundada nos anos 1980, foi adquirida em dezembro de 2018 pela Positivo. Desde então, vinha usando ainda o nome original.

Um dos fundadores, Silvio Campos (foto), disse ao Tele.Síntese que a mudança trará mais reconhecimento para a marca, que hoje está em as quatro maiores vendedoras de servidores e computadores de alta capacidade do Brasil – um mercado em que enfrenta a competição de gigantes globais, como HP, Dell e Lenovo. Embora primeira e segunda posições nesse mercado sejam “consolidadas”, diz, é possível brigar pelo terceiro lugar.

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Fusão

A alteração de Accept para Positivo Servers & Solutions, diz, reflete ainda a incorporação bem-sucedida da empresa pelo grupo Positivo Tecnologia. “Nossa integração permitiu complementariedade de portfolio, escalabilidade e aumento da força de vendas”, diz.

A Positivo Servers & Solutions fabrica e comercializa servidores, storages e mini PCs. A empresa possui escritório em São Paulo (SP) e unidade industrial em Ilhéus (BA).

Conforme Campos, apesar da pandemia de Covid-19, que deve derrubir o PIB do país em 5%, a empresa vai registrar crescimento em 2020. Isso porque suas principais soluções – de hiperconvergência, automação e inteligência artificial – estão com demanda aquecida. “Muitos investimentos estavam represados e tiveram que acontecer este ano”, contou Campos.

A empresa vendeu e implantou neste ano o maior servidor da América Latina país para a integradora Atos, que tem como cliente a Petrobras. Projetos de grande porte, disse, devem compensar a retração das vendas no segmentos dos servidores de menor custo.

Pandemia

Campos diz que a fusão com a Positivo foi crucial para permitir à agora Positivo Servers & Solutions se candidatar ao fornecimento de grandes projetos. “Ano passado tivemos crescimento de receitas de 45% [sobre 2018], este ano devemos crescer novamente. Com a sociedade conseguimos uma estrutura de capital que nos permite abarcar novos clientes e projetos maiores”, disse.

No primeiro semestre, segundo ele, a receita da empresa aumentou 30% comparada à do mesmo período de 2019. Passou de R$ 59,8 milhões para R$ 77,3 milhões.

O negócio também contribuiu para superar os desafios relacionados à crise. De um mês para outo, a fabricante viu o câmbio bater recordes, aproximando-se de R$ 6, o custo com a logística internacional de componentes disparar, e o fornecimento de insumos vindos da Ásia atrasar devido ao lockdown na China, no começo do ano.

“A Positivo trabalha mto bem com variações cambiais, tem acordos importantes com bancos. Esse suporte financeiro, que a gente não tinha, a fusão com a Positivo ajudou bastante”, falou.

Além da expansão no mercado de óleo e gás, Campos diz que a empresa está abocanhando contratos no segmento financeiro, de hiperconvergência, além de atender a hospitais e governo. “Este ano fornecemos equipamentos para a Polícia Federal implantar tecnologias de inteligência artificial”, contou.

Campos também espera aumento das vendas de data center edge: “O Brasil é muito grande e os usuários locais querem serviços com menor latência”. E prevê que o governo, por mais cortes que pretenda fazer ao orçamento, terá de realizar aportes em tecnologia. “Se vai ter mais serviços digitais ao cidadão, vai precisar de mais data centers”, conclui.

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